Roubo de Carga no Brasil: Como Reduzir o Risco

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Roubo de Carga no Brasil: Como Reduzir o Risco

O risco de roubo de carga se concentra de forma desigual entre regiões, rotas e operações. Reduzir a exposição exige três frentes trabalhando juntas: cobertura adequada para desaparecimento da carga, Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) compatível com a operação e disciplina operacional em rota, horário, parada e pernoite. Em 2025, o Brasil registrou 8.570 ocorrências de roubo de carga, queda de 16,7% sobre 2024, segundo o Mapa da Segurança Pública 2026, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com dados do Sinesp.

O número nacional caiu, mas isso não significa que o risco deixou de ser relevante.

O mesmo levantamento mostra uma característica essencial para quem transporta mercadorias: o problema é extremamente concentrado.

Em 2025, 86,18% dos registros brasileiros ocorreram na Região Sudeste, que somou 7.386 ocorrências. O Nordeste registrou 760 casos; o Norte, 154; e o Centro-Oeste, apenas 63.

Para uma empresa, portanto, conhecer apenas a média nacional diz pouco.

O que realmente importa é entender onde sua carga circula, o que está dentro do caminhão, quanto vale cada embarque, onde o veículo para e quais controles são exigidos pelo seguro.

Uma operação com produtos de baixo valor circulando em uma rota de menor exposição não possui o mesmo perfil de uma carreta carregada de eletrônicos, medicamentos ou mercadorias de alta liquidez atravessando regiões historicamente mais afetadas.

É por isso que gerenciamento de risco não começa com rastreador.

Começa com informação.

Neste guia, vamos analisar os dados públicos mais recentes disponíveis, entender como o roubo de carga se distribui pelo Brasil, quais fatores aumentam a exposição, como funciona a cobertura securitária e quais medidas podem reduzir a probabilidade de um sinistro — sem prometer risco zero.

Índice de conteúdo

  1. O roubo de carga está aumentando ou diminuindo no Brasil?
  2. Onde o roubo de carga mais acontece?
  3. Por que o Sudeste concentra tantos registros?
  4. Quais cargas são mais expostas ao roubo?
  5. O valor da carga é o único fator de risco?
  6. Horário e local de parada fazem diferença?
  7. O que acontece durante o pernoite?
  8. Quais são as três frentes para reduzir a exposição?
  9. Qual seguro cobre roubo de carga?
  10. RCTR-C cobre roubo?
  11. Como funciona o RC-DC?
  12. O que é PGR?
  13. Por que descumprir o PGR é tão perigoso?
  14. Rastreamento é suficiente?
  15. Quando escolta e isca podem ser exigidas?
  16. O que verificar antes de liberar o caminhão?
  17. O que fazer quando ocorre um roubo?
  18. Como analisar o risco de uma rota?
  19. Como o embarcador pode se proteger?
  20. Perguntas frequentes
  21. Conclusão
Roubo de Carga no Brasil: Como Reduzir o Risco

O roubo de carga está aumentando ou diminuindo no Brasil?

Os dados públicos mais recentes mostram queda.

O Mapa da Segurança Pública 2026, publicado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com ano-base 2025, informa que o Brasil registrou 8.570 ocorrências de roubo de carga em 2025.

Em 2024, haviam sido 10.288 registros segundo a série revisada utilizada no relatório de 2026.

A redução foi de 16,70%.

O próprio relatório calcula uma média aproximada de 23 ocorrências por dia em 2025.

A tendência de prazo mais longo também é de queda.

AnoOcorrências de roubo de carga no Brasil
202013.283
202113.563
202213.126
202311.807
202410.288
20258.570

Fonte: Mapa da Segurança Pública 2026/MJSP — Sinesp, dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal, extraídos em 25/02/2026.

Entre 2020 e 2025, a redução acumulada foi de aproximadamente 35,5%.

É uma evolução positiva.

Mas existe uma diferença importante entre dizer que o número nacional caiu e dizer que uma determinada transportadora passou a correr menos risco.

Uma empresa pode ter aumentado sua exposição mesmo durante uma queda nacional se passou a transportar cargas mais visadas, aumentou valores por veículo ou entrou em rotas de maior incidência.

Onde o roubo de carga mais se concentra?

O Sudeste domina as estatísticas nacionais.

Em 2025, a distribuição apresentada pelo MJSP foi:

RegiãoOcorrências em 2025Participação nacional
Sudeste7.38686,18%
Nordeste7608,87%
Norte1541,80% aprox.
Centro-Oeste630,74%
Demais registrosdiferença residual da consolidação
Brasil8.570100%

Fonte: Mapa da Segurança Pública 2026/MJSP.

A concentração não apareceu apenas em 2025.

No levantamento referente a 2024, o Sudeste também concentrava a maior parte das ocorrências. Naquele ano, São Paulo aparecia com 4.711 registros e o Rio de Janeiro com 3.974, segundo o Mapa da Segurança Pública 2025.

Isso mostra por que uma análise de seguro não deveria trabalhar somente com “Brasil”.

O CEP da origem, destino e corredores utilizados pode ser muito mais relevante para o gerenciamento de risco do que a média nacional.

O Rio de Janeiro continua sendo uma região de atenção?

Os dados oficiais indicam que sim, embora tenham melhorado.

O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro registrou 3.114 roubos de carga em 2025, redução de 9,4% em comparação com os 3.437 registrados em 2024.

Isso representa uma melhora real.

Ainda assim, 3.114 ocorrências em um único estado demonstram por que determinadas operações exigem planejamento específico.

Além disso, olhar apenas para o total estadual pode esconder concentrações locais.

O próprio ISP disponibiliza dados por Regiões Integradas de Segurança Pública, permitindo observar diferenças dentro do território fluminense.

Para uma transportadora, isso significa que:

Rio de Janeiro não é uma única classificação de risco.

O trajeto concreto importa.

São Paulo também exige atenção?

Sim.

No Mapa da Segurança Pública com dados de 2024, São Paulo registrou 4.711 ocorrências, embora tivesse apresentado queda de 22,3% em comparação com 2023, quando foram registrados 6.063 casos.

Em outras palavras:

uma região pode apresentar forte redução e continuar relevante em números absolutos.

Isso é fundamental na leitura de estatísticas de segurança.

A pergunta não deve ser apenas:

“Está caindo?”

Mas também:

“Qual continua sendo a exposição?”

Rodovias específicas podem concentrar ocorrências?

Sim, e operações policiais mostram por que corredores logísticos merecem análise própria.

Em 2024, por exemplo, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar atuaram contra uma quadrilha especializada em roubo de cargas na Rodovia Presidente Dutra, com ações em diferentes quilômetros da rodovia.

Também há registros de operações de combate a furto e roubo de cargas em outros corredores. Na Fernão Dias, em Minas Gerais, uma ação da PRF em 2024 ocorreu em um pátio de restaurante às margens da rodovia, local onde, segundo a própria PRF, havia ocorrências frequentes de furtos de carga durante pernoites.

Esses exemplos não devem ser usados para criar um “ranking de rodovias perigosas” sem uma base estatística comparável.

Mas demonstram algo operacionalmente importante:

rota e ponto de parada fazem parte do risco.

Quais cargas são mais expostas ao roubo?

Não existe uma lista nacional oficial única que permita afirmar, para 2026, uma classificação exata de todas as mercadorias mais roubadas no país.

Por isso, não vamos inventar percentuais.

Na análise securitária, porém, determinadas mercadorias podem receber controles mais rigorosos por fatores como:

liquidez;

facilidade de revenda;

densidade de valor;

dificuldade de rastreamento do produto;

valor por veículo;

histórico de sinistralidade.

Exemplos de categorias que podem exigir atenção especial incluem eletrônicos, telefonia, medicamentos, cosméticos, bebidas, alimentos de determinadas marcas, autopeças e outras mercadorias de alto valor ou rápida comercialização.

A própria atuação policial oferece exemplos concretos de mercadorias visadas. Em São Paulo, a PRF informou em 2024 a recuperação de 250 equipamentos de telecomunicações provenientes de uma carga subtraída.

Mas isso não significa que todo eletrônico possui automaticamente o mesmo risco.

O perfil precisa ser analisado junto com rota e valor.

O valor da carga é o único fator de risco?

Não.

Uma carga muito cara pode ser pouco atrativa para o mercado ilegal.

Uma carga de valor unitário menor pode ter liquidez enorme.

Imagine dois caminhões.

Caminhão A

Transporta uma máquina industrial extremamente especializada avaliada em R$ 1 milhão.

Caminhão B

Transporta R$ 600 mil em produtos pequenos, conhecidos e fáceis de revender.

O primeiro possui maior valor financeiro.

O segundo pode possuir maior atratividade criminal.

É por isso que seguradoras não deveriam avaliar apenas:

“Quanto vale?”

Também interessa:

“O que é?”

Como rota, horário e parada alteram o risco?

Eles modificam a exposição operacional.

Um mesmo caminhão pode apresentar riscos diferentes conforme:

origem;

destino;

rodovia;

horário;

paradas;

pátios;

tempo de viagem;

pernoite;

valor transportado.

Por isso, o PGR pode estabelecer regras diferentes conforme a combinação desses fatores.

Um erro frequente é pensar em gerenciamento de risco como uma lista fixa de equipamentos instalados no veículo.

Na realidade, ele deve acompanhar a operação.

O pernoite merece atenção especial?

Sim.

O caminhão parado continua carregando patrimônio.

E algumas ocorrências policiais mostram que áreas de parada podem fazer parte da dinâmica de furtos e roubos.

No caso registrado pela PRF na Fernão Dias em março de 2024, policiais atuaram em um pátio de restaurante onde, segundo o órgão, frequentemente ocorriam furtos de cargas de veículos que pernoitavam no local.

Por isso, uma apólice pode prever regras para:

pátios;

postos;

horários;

pernoite;

acionamento de rastreamento;

e outros controles.

Não existe uma regra única válida para todas as seguradoras.

O que vale é o PGR acordado para aquela operação.

Quais são as três frentes para reduzir o risco?

A proteção funciona melhor quando três camadas trabalham juntas.

1. Seguro adequado para desaparecimento da carga

A primeira camada é financeira.

Se o roubo acontecer apesar das medidas preventivas, é necessário existir cobertura compatível com o evento.

2. Plano de Gerenciamento de Riscos

A segunda é preventiva.

O PGR estabelece medidas para reduzir a probabilidade e a severidade do sinistro.

3. Disciplina operacional

A terceira é execução.

Não adianta existir um PGR perfeito no papel se motorista, transportadora e operação não o cumprem.

Podemos resumir assim:

FrentePergunta principal
SeguroSe acontecer, existe cobertura?
PGRO que deve ser feito para reduzir o risco?
OperaçãoAs regras estão sendo realmente cumpridas?

As três são necessárias.

Qual seguro cobre roubo de carga?

É importante diferenciar seguro da mercadoria e seguro de responsabilidade da transportadora.

No lado do transportador, o RC-DC — Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga — é a modalidade relacionada aos eventos de desaparecimento previstos na legislação e nas condições contratuais.

Já o proprietário da mercadoria pode estruturar seu próprio seguro de transporte, conforme seus interesses e coberturas contratadas.

Essas proteções não devem ser confundidas.

Uma protege a responsabilidade do transportador dentro de seu contrato.

A outra pode proteger o interesse do proprietário da carga.

RCTR-C cobre roubo de carga?

RCTR-C não deve ser tratado como sinônimo de cobertura de roubo.

O RCTR-C está relacionado à responsabilidade por perdas ou danos decorrentes dos eventos rodoviários cobertos.

Já desaparecimento de carga possui estrutura própria no RC-DC.

Essa distinção é essencial.

Quando alguém diz:

“A transportadora tem seguro de carga.”

a pergunta seguinte deveria ser:

“Qual seguro?”

O que o RC-DC cobre?

O RC-DC trata da responsabilidade do transportador pelo desaparecimento da carga decorrente dos eventos abrangidos pela contratação.

A existência da apólice, entretanto, não elimina a necessidade de verificar:

mercadoria;

valor;

rota;

limite;

PGR;

procedimentos;

e demais condições.

Ter RC-DC não significa que qualquer caminhão possa circular com qualquer mercadoria, em qualquer valor, por qualquer rota e sem controles.

Por que o PGR é tão importante?

Porque roubo de carga é um risco que pode ser parcialmente reduzido por medidas preventivas.

O PGR pode estabelecer controles como:

rastreamento;

monitoramento;

bloqueio;

isca;

escolta;

pátio autorizado;

restrição de parada;

restrição de horário;

limite por veículo;

checagem do motorista;

controle de rota.

A combinação exata depende da apólice, seguradora, mercadoria, valor e operação.

O ponto importante é:

PGR não é recomendação genérica de segurança.

Quando incorporado às condições da operação securitária, seu cumprimento pode ser relevante para a cobertura.

Roubo de Carga no Brasil: Como Reduzir o Risco

Rastreador sozinho resolve o problema?

Não.

Rastreamento é uma ferramenta.

Gerenciamento de risco é um sistema.

Imagine um caminhão equipado com rastreador de última geração.

Ele para durante horas em um local incompatível com o plano operacional.

O equipamento continua funcionando perfeitamente.

O problema é a decisão operacional.

Por isso, tecnologia sem disciplina pode produzir uma falsa sensação de segurança.

Quando escolta pode ser necessária?

Isso depende da regra da seguradora e do PGR.

Em determinados perfis, a exigência pode aparecer a partir de:

valor;

mercadoria;

rota;

região;

ou combinação desses fatores.

Não existe um valor nacional universal acima do qual “toda carga precisa de escolta”.

Publicar um número genérico seria tecnicamente incorreto.

A referência correta é a condição da apólice.

O que é limite por veículo?

É um mecanismo para controlar a exposição financeira de cada viagem.

Imagine uma operação com capacidade física para transportar R$ 2 milhões em produtos.

A seguradora pode aceitar a operação apenas dentro de determinado limite por veículo ou mediante controles adicionais acima de determinada faixa.

Se a empresa ultrapassa o parâmetro aplicável sem autorização, cria uma exposição.

Por isso, o valor de cada viagem precisa conversar com o seguro antes de o caminhão sair.

Como analisar o risco antes de liberar uma carga?

Uma empresa pode usar uma matriz simples.

VariávelPergunta
MercadoriaÉ visada ou possui alta liquidez?
ValorEstá dentro do limite autorizado?
OrigemExiste restrição?
DestinoExiste condição especial?
RotaEstá dentro do trajeto previsto?
HorárioA circulação é permitida?
ParadaExistem pontos autorizados?
PernoiteOnde pode ocorrer?
RastreamentoEstá ativo?
PGRTodas as exigências foram cumpridas?
AverbaçãoFoi transmitida e confirmada quando aplicável?
SeguroA cobertura de desaparecimento está vigente?

O caminhão deveria ser liberado somente depois que os pontos críticos estiverem validados.

O embarcador também precisa verificar o PGR?

Sim, principalmente quando depende da estrutura securitária da transportadora.

O embarcador pode perguntar:

Qual é o limite da operação?

Minha mercadoria está aceita?

Existe restrição de rota?

Existe exigência de escolta?

Existe restrição de pernoite?

O PGR está sendo cumprido?

Isso é especialmente importante para cargas de alto valor.

O embarcador não precisa administrar o sistema de monitoramento da transportadora, mas precisa entender se a estrutura contratada é compatível com seu patrimônio.

A averbação também importa no roubo?

Sim.

Cobertura e comunicação do embarque são assuntos diferentes, mas complementares.

Quando a apólice exige averbação, o embarque precisa seguir o procedimento estabelecido.

Uma carga pode cumprir todo o PGR e ainda apresentar problema documental.

Da mesma forma, uma carga corretamente averbada pode descumprir uma exigência operacional.

Por isso:

averbação não substitui PGR; PGR não substitui averbação.

O que fazer imediatamente após um roubo de carga?

A prioridade é a segurança das pessoas.

O motorista não deve ser incentivado a reagir ou tentar recuperar a carga por conta própria.

Depois da ocorrência, siga o procedimento da apólice e da operação.

Em linhas gerais, isso inclui:

  1. buscar local seguro;
  2. comunicar as autoridades competentes;
  3. registrar boletim de ocorrência;
  4. avisar imediatamente central de gerenciamento de risco;
  5. comunicar transportadora;
  6. acionar corretora e seguradora;
  7. preservar dados de rastreamento e telemetria;
  8. separar CT-e, NF-e, MDF-e e demais documentos;
  9. preservar comprovantes de averbação;
  10. registrar cronologia da ocorrência.

Quanto mais organizada estiver a operação antes do sinistro, mais fácil será reconstruir o que aconteceu.

Como o Sinesp define roubo de carga?

Essa definição é importante para compreender os dados citados neste artigo.

Na base metodológica do Sinesp, o indicador considera roubo de carga transportada, incluindo situações em que o veículo transportador também é subtraído junto com a mercadoria.

A consolidação pode incluir registros estaduais classificados como roubo de carga, roubo parcial de carga, roubo de veículo com carga e outras titulações compatibilizadas pelos gestores estaduais.

Isso ajuda a interpretar corretamente as estatísticas nacionais.

Queda dos roubos significa seguro mais barato?

Não necessariamente.

A estatística nacional é apenas uma variável.

A seguradora pode analisar:

mercadoria;

rota;

histórico de sinistros;

valor por embarque;

frequência;

estrutura de gerenciamento;

tecnologia;

transportadores;

regiões;

e experiência da operação.

Uma empresa com excelente histórico e controles robustos pode apresentar um risco muito diferente de outra que transporta exatamente o mesmo produto.

Por isso, não é possível transformar a queda nacional de 16,7% em uma previsão automática de redução de prêmio.

O que mais reduz a exposição ao roubo?

A maior oportunidade costuma estar na combinação entre processo e tecnologia.

Não existe equipamento capaz de compensar indefinidamente uma operação mal planejada.

Um bom programa de prevenção deve observar:

antes da viagem: mercadoria, valor, motorista, veículo, documentação e PGR;

durante: rota, telemetria, paradas, horários e desvios;

no pernoite: local autorizado e protocolo de segurança;

no destino: confirmação da entrega e encerramento correto da viagem.

O risco precisa ser administrado do início ao fim.

E a logística reversa?

O retorno merece o mesmo cuidado.

Uma mercadoria não se torna menos atrativa porque está voltando.

Trocas, devoluções e recolhimentos podem inclusive sair do fluxo habitual da empresa e acabar sendo transportados com controles mais fracos.

Por isso, consulte também o conteúdo da Economize sobre logística reversa e seguro:

Logística reversa: a carga devolvida está coberta?

Esse é um dos URLs que você me forneceu para este artigo e foi mantido exatamente nesse formato.

Carga e descarga também precisam entrar no gerenciamento?

Sim.

Roubo não é o único risco da operação.

Depois de atravessar uma rota crítica sem qualquer ocorrência, a mercadoria ainda pode sofrer avaria na movimentação final.

A Economize possui um conteúdo específico sobre essa etapa:

Seguro cobre danos na carga e descarga?

Você enviou esse mesmo URL repetido três vezes; por isso, usei apenas uma vez, evitando links duplicados artificialmente.

Quais dados sua empresa deveria acompanhar?

Para transformar segurança em gestão, acompanhe pelo menos:

valor médio por viagem;

valor máximo por viagem;

rotas;

horários;

paradas;

ocorrências;

tentativas;

desvios de rota;

tempo parado;

acionamentos de bloqueio;

percentual de viagens em conformidade com PGR;

e sinistralidade.

O histórico da própria empresa pode ser mais útil para decisões operacionais do que uma estatística nacional isolada.

Como saber se o seguro está adequado ao risco de roubo?

Faça cinco perguntas.

1. Existe cobertura para desaparecimento?

Não aceite simplesmente “tem seguro”.

2. Qual é o limite?

Compare com o maior embarque real.

3. Minha mercadoria está aceita?

Especialmente se houver produtos visados.

4. Qual é o PGR?

Leia as exigências aplicáveis à sua operação.

5. A operação consegue cumprir tudo isso diariamente?

Uma regra impossível de cumprir na prática é um problema operacional esperando acontecer.

Quanto custa ficar sem cobertura adequada?

O custo não é apenas o valor da mercadoria.

Um roubo pode provocar:

interrupção de produção;

atraso de entrega;

perda de venda;

reposição emergencial;

frete extraordinário;

problemas contratuais;

impacto no relacionamento com clientes.

Nem todos esses prejuízos estarão necessariamente cobertos pela apólice.

Por isso, seguro e prevenção precisam ser tratados como partes de uma política maior de continuidade da operação.

Sua operação está realmente protegida contra roubo de carga?

Uma confirmação de que “a transportadora possui seguro” não é suficiente.

O diagnóstico precisa confrontar:

mercadoria + valor + rota + PGR + limites + apólice.

A Economize ON Corretora de Seguros, Susep 222142178, Rua Avanhandava, 126 — Bela Vista, São Paulo/SP pode analisar a estrutura da operação e comparar condições de cobertura para transportadoras, embarcadores, distribuidores e indústrias.

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Perguntas frequentes sobre roubo de carga

Quantos roubos de carga aconteceram no Brasil em 2025?

O Brasil registrou 8.570 ocorrências em 2025, segundo o Mapa da Segurança Pública 2026 do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com dados do Sinesp. Houve redução de 16,7% em relação aos 10.288 registros de 2024.

Qual região concentra mais roubos de carga?

O Sudeste. Em 2025, a região registrou 7.386 ocorrências, correspondentes a 86,18% do total nacional informado pelo MJSP.

O roubo de carga está diminuindo no Brasil?

Os dados nacionais indicam tendência de queda. O número passou de 13.283 ocorrências em 2020 para 8.570 em 2025, redução acumulada de aproximadamente 35,5%.

RCTR-C cobre roubo da mercadoria?

Não deve ser tratado como cobertura específica para roubo. O RCTR-C possui outra finalidade dentro da responsabilidade do transportador. O desaparecimento de carga é tratado pelo RC-DC, observadas as condições contratadas.

Ter RC-DC significa que qualquer roubo será indenizado?

Não automaticamente. É necessário analisar evento, mercadoria, limite, PGR, averbação e demais condições da apólice.

O que é PGR no seguro de carga?

É o Plano de Gerenciamento de Riscos associado à operação. Ele pode estabelecer rastreamento, monitoramento, limites, escolta, isca, regras de rota, parada e outras medidas.

Toda carga de alto valor precisa de escolta?

Não existe um valor universal válido para todo o mercado. A exigência depende da seguradora, PGR, mercadoria, rota, valor e demais condições.

O embarcador precisa ter seguro próprio?

O seguro próprio pode criar uma camada adicional de proteção do interesse sobre a mercadoria. A necessidade deve ser analisada conforme a operação e a estrutura de responsabilidade dos transportadores contratados.

Conclusão: roubo de carga se combate antes do caminhão sair

Os dados brasileiros trazem uma notícia positiva.

O número de roubos de carga caiu.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram 8.570 ocorrências em 2025, contra 10.288 em 2024. Desde 2020, a redução acumulada chegou a 35,5%.

Mas existe outra informação igualmente importante.

O risco continua extremamente concentrado.

Mais de 86% das ocorrências de 2025 estavam no Sudeste.

Essa concentração muda completamente a maneira como uma empresa deveria interpretar a estatística.

Não existe um único “risco de roubo de carga no Brasil”.

Existe o risco de uma determinada mercadoria, transportada em determinado valor, por determinada rota, em determinado horário, sob determinados controles.

É essa combinação que precisa ser administrada.

Uma carreta de mercadorias de baixa liquidez não representa a mesma exposição de um veículo carregado com produtos de alto valor e fácil revenda.

Uma viagem diurna direta não possui necessariamente o mesmo risco de uma operação com pernoite.

Um veículo monitorado dentro de um PGR rigorosamente cumprido não representa a mesma situação de outro que circula fora da rota prevista.

Por isso, reduzir o risco exige três frentes.

Primeira: cobertura.

A empresa precisa saber qual seguro responde pelo desaparecimento da mercadoria e quais são seus limites.

Segunda: gerenciamento.

O PGR precisa refletir mercadoria, valor, rota e operação.

Terceira: disciplina.

O plano precisa ser cumprido na estrada.

É nessa terceira etapa que tecnologia, pessoas e processos se encontram.

Rastreamento ajuda.

Bloqueio ajuda.

Isca pode ajudar.

Escolta pode ser necessária em determinados casos.

Pátios adequados reduzem exposição.

Mas nenhum desses elementos deve ser analisado isoladamente.

A proteção surge do sistema completo.

Antes da próxima viagem, portanto, substitua a pergunta:

“O caminhão tem rastreador?”

por uma pergunta melhor:

“Esta viagem está dentro de todas as condições de segurança e seguro previstas para esta mercadoria, neste valor e nesta rota?”

Essa é uma pergunta muito mais difícil.

E justamente por isso é muito mais útil.

A Economize ON Corretora de Seguros, Susep 222142178, Rua Avanhandava, 126 — Bela Vista, São Paulo/SP pode analisar o perfil de risco da operação, comparar seguradoras e verificar cobertura, limites e exigências de gerenciamento antes da contratação.

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Os dados criminais apresentados neste conteúdo foram obtidos em fontes públicas oficiais e correspondem aos períodos indicados. Coberturas, limites, exigências de PGR e critérios de aceitação variam conforme seguradora e apólice. Este conteúdo é informativo e não substitui a análise das condições contratuais.

Roubo de Carga no Brasil: Como Reduzir o Risco

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Seguro cobre danos na carga e descarga? — conteúdo complementar sobre danos durante movimentação, carga, descarga e içamento.

Logística reversa: a carga devolvida está coberta? — entenda como tratar o risco quando a mercadoria faz o caminho de volta.

As 50 perguntas sobre seguro de transporte — artigo-pilar para aprofundar as principais dúvidas sobre seguro de cargas.

Fonte externa oficial recomendada

A principal referência externa deste artigo deve ser o Mapa da Segurança Pública 2026, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. É uma fonte oficial, recente e traz os dados nacionais de 2025 utilizados no texto.

Mapa da Segurança Pública 2026 — Ministério da Justiça e Segurança Pública

Para deixar a fonte ainda mais citável no blog, sugiro usar como âncora no texto: “segundo o Mapa da Segurança Pública 2026, do Ministério da Justiça e Segurança Pública”.

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Conteúdo revisado por Cláudio Royo, Especialista em Seguros – Registro SUSEP: 222142178
E-mail: claudio.royo@economize.com.br.

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