Como Comparar Propostas de Seguro Transporte: Checklist de 9 Pontos

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Como Comparar Propostas de Seguro Transporte: Checklist de 9 Pontos

Atualizado em 31 de agosto de 2026 · Equipe de Seguros Empresariais da Economize ON Corretora de Seguros · Leitura aproximada de 16 minutos

Para comparar seguro de transporte, primeiro iguale as variáveis das propostas e somente depois analise preço e taxa. Confira a modalidade contratada, o LMG por embarque e por acúmulo, as coberturas adicionais incluídas, a participação obrigatória do segurado, as exigências do PGR, as exclusões, o prazo de armazenagem temporária, a forma de averbação aceita e a forma de faturamento. Duas propostas com taxas diferentes podem esconder coberturas, limites e custos operacionais completamente distintos.

Uma seguradora apresenta uma taxa de 0,08%.

Outra oferece 0,11%.

O impulso natural é escolher a primeira.

Afinal:

0,08% é menor que 0,11%.

Mas imagine que a proposta mais barata possua:

limite menor por embarque;

participação obrigatória maior;

exigência de escolta em mais viagens;

restrição para determinadas mercadorias;

menos coberturas adicionais;

prazo menor de permanência em armazém;

e regras de averbação mais difíceis de integrar à operação.

A diferença de preço começa a parecer menos interessante.

Agora imagine o contrário.

A seguradora aparentemente mais cara apresenta uma estrutura operacional mais compatível com a transportadora e reduz despesas com gerenciamento de risco.

Qual delas realmente custa menos?

A resposta não está na taxa isolada.

Esse é um dos maiores erros cometidos na contratação e renovação do seguro de transporte:

comparar preços antes de comparar coberturas e condições.

Uma proposta só pode ser considerada mais barata quando entrega uma estrutura equivalente.

Caso contrário, estamos comparando produtos diferentes.

Neste guia, você vai aprender a comparar propostas utilizando um checklist de 9 pontos, entender o que perguntar à corretora em cada item e encontrar uma tabela pronta para transformar propostas comerciais complexas em uma comparação objetiva.

Como Comparar Propostas de Seguro de Transporte: Checklist de 9 Pontos

Índice de conteúdo

  1. Por que não comparar seguro de transporte apenas pela taxa?
  2. Quais são os 9 pontos para comparar propostas?
  3. Ponto 1 — modalidade do seguro
  4. Ponto 2 — LMG por embarque e por acúmulo
  5. Ponto 3 — coberturas adicionais
  6. Ponto 4 — franquia e POS
  7. Ponto 5 — exigências do PGR
  8. Ponto 6 — exclusões
  9. Ponto 7 — armazenagem temporária
  10. Ponto 8 — forma de averbação
  11. Ponto 9 — faturamento
  12. Como comparar o custo operacional?
  13. Como identificar uma proposta aparentemente barata?
  14. Tabela imprimível para comparar propostas
  15. Quais documentos solicitar?
  16. Perguntas frequentes
  17. Conclusão
  18. Planilha de comparação de propostas

Por que não comparar seguro de transporte apenas pela taxa?

Porque a taxa é apenas uma das variáveis da contratação.

Ela ajuda a formar o prêmio, mas não informa sozinha:

o que está coberto;

quanto a seguradora aceita por embarque;

quanto aceita em situações de acúmulo;

quais mercadorias estão abrangidas;

qual participação permanece com o segurado;

qual PGR deve ser cumprido;

quais operações exigem escolta;

quais riscos estão excluídos;

como os embarques precisam ser averbados;

ou por quanto tempo uma mercadoria pode permanecer armazenada.

A própria formação do preço depende de fatores como mercadoria, valor transportado, rota, sinistralidade, cobertura e gerenciamento de risco. Por isso, comparar somente a taxa ignora justamente as variáveis que ajudaram a produzi-la. O artigo da Economize sobre quanto custa o seguro de transporte de cargas aprofunda essa formação de preço.

Pense desta forma:

taxa é preço.

Apólice é proteção.

Uma proposta precisa ser analisada pelas duas coisas.

Quais são os 9 pontos para comparar seguro de transporte?

Antes de escolher uma seguradora, coloque as propostas lado a lado e confira:

Item
1Modalidade do seguro
2LMG por embarque e por acúmulo
3Coberturas adicionais
4Franquia / Participação Obrigatória do Segurado
5Exigências do PGR
6Exclusões
7Prazo de armazenagem temporária
8Forma de averbação
9Forma de faturamento

A seguir, vamos analisar cada ponto e mostrar exatamente o que perguntar.

1. As propostas são da mesma modalidade?

Esse é o primeiro controle.

Não faz sentido comparar duas propostas como equivalentes se elas protegem interesses ou responsabilidades diferentes.

No transporte rodoviário de cargas existem estruturas relacionadas ao proprietário da mercadoria e seguros de responsabilidade civil do transportador.

Para quem presta transporte rodoviário remunerado, RCTR-C, RC-DC e RC-V possuem funções próprias dentro da estrutura regulatória atual. A Economize mantém um guia atualizado sobre os três seguros no seu conteúdo pilar de Seguro de Transporte.

Portanto, antes de comparar preços, pergunte:

Qual seguro exatamente está sendo cotado?

Quem é o segurado?

Qual interesse ou responsabilidade está protegido?

As duas propostas abrangem a mesma operação?

Imagine receber:

Proposta A: determinada estrutura de responsabilidade do transportador.

Proposta B: seguro relacionado diretamente ao interesse sobre a mercadoria.

Os dois documentos podem mencionar transporte e carga.

Isso não significa que sejam equivalentes.

O que perguntar no ponto 1

  • Qual é a modalidade?
  • Quem deve constar como segurado?
  • Quais atividades estão abrangidas?
  • Quais mercadorias foram informadas?
  • Quais modais estão contemplados?
  • A proposta corresponde à operação real?

Regra: só compare preço depois de confirmar que está comparando a mesma necessidade de proteção.

2. Qual é o LMG por embarque e por acúmulo?

Este é um dos pontos que mais podem transformar uma proposta aparentemente boa em uma estrutura insuficiente.

LMG significa Limite Máximo de Garantia.

Na prática, é necessário compreender qual limite de responsabilidade da seguradora se aplica às diferentes situações da apólice.

O erro é olhar somente para o valor médio transportado.

Imagine:

Valor médio por viagem: R$ 350 mil.

O responsável conclui que um limite de R$ 500 mil parece suficiente.

Mas algumas vezes por mês a empresa movimenta:

R$ 850 mil.

Ou três caminhões ficam simultaneamente em determinado terminal, totalizando milhões em exposição.

Nesse momento, média deixa de ser uma boa referência.

O conteúdo da Economize sobre LMG no Seguro de Carga mostra justamente por que é necessário observar tanto o maior embarque quanto situações de acúmulo.

O que perguntar no ponto 2

  • Qual é o LMG principal?
  • Existe limite por veículo?
  • Existe limite por embarque?
  • Há limites diferentes conforme mercadoria?
  • Existe limite por acúmulo?
  • Como o contrato define acúmulo?
  • Existem sublimites?
  • Operações especiais precisam de autorização?
  • O maior embarque previsto cabe no limite?

Faça sempre duas perguntas internas:

Qual foi nosso maior embarque nos últimos 12 meses?

E:

Qual pode ser nosso maior embarque nos próximos 12 meses?

A segunda costuma ser mais importante.

Seguro precisa acompanhar o crescimento da operação.

3. Quais coberturas adicionais estão incluídas?

Aqui começa uma das armadilhas clássicas da comparação.

Proposta A:

taxa 0,08%.

Proposta B:

taxa 0,10%.

Parece simples.

Mas a proposta B pode conter proteções que não aparecem na A.

Dependendo da estrutura, podem existir diferenças relacionadas a situações como:

carga e descarga;

içamento;

molhadura;

determinadas avarias;

operações específicas;

permanências;

ou outras necessidades da mercadoria.

Por isso, a pergunta correta não é:

“Qual é a taxa?”

É:

“Qual é a taxa para exatamente o mesmo conjunto de coberturas?”

A Economize explica as diferenças entre riscos e coberturas no guia O que o Seguro de Transporte de Cargas Cobre?

Também é importante compreender a diferença entre estruturas de cobertura ampla e restrita, porque duas propostas podem seguir lógicas de cobertura diferentes.

Se a operação envolve movimentações complexas, consulte também as condições relacionadas a carga, descarga e içamento.

O que perguntar no ponto 3

  • Qual é a cobertura básica?
  • É ampla ou restrita?
  • Quais adicionais estão incluídos?
  • Carga e descarga estão contempladas?
  • Há previsão para içamento?
  • Como são tratadas avarias?
  • Existem coberturas específicas para a mercadoria?
  • Alguma cobertura da proposta concorrente está ausente?

Não aceite uma comparação do tipo:

Seguradora A = 0,08%

Seguradora B = 0,10%

sem primeiro criar uma linha:

Coberturas incluídas = iguais?

4. Qual é a franquia ou participação obrigatória?

Uma taxa menor pode vir acompanhada de uma retenção maior para a empresa.

No seguro de transporte, a participação do segurado pode aparecer na forma prevista contratualmente, inclusive como Participação Obrigatória do Segurado — POS.

Dependendo da estrutura, pode existir percentual associado a um valor mínimo.

Isso muda completamente o impacto de pequenos e médios sinistros.

Imagine duas propostas hipotéticas.

ItemProposta AProposta B
Prêmio anualMenorMaior
POS mínimaMaiorMenor
Frequência de avariasIgualIgual

Se a empresa possui sinistros frequentes, a economia de prêmio da proposta A pode ser consumida pela maior participação.

A Economize possui um conteúdo específico sobre franquia no seguro de carga, explicando como POS e frequência de sinistros devem entrar na análise.

O que perguntar no ponto 4

  • Existe POS?
  • Qual percentual?
  • Qual valor mínimo?
  • Qual é a base de cálculo?
  • A POS é igual para todas as coberturas?
  • Existem participações diferentes por mercadoria?
  • Qual seria a POS nos nossos sinistros históricos?
  • A economia de prêmio compensa a retenção adicional?

Essa última pergunta é decisiva.

Pegue os sinistros dos últimos três anos e simule cada proposta.

Não discuta franquia apenas em teoria.

Use a sinistralidade real da empresa.

Como Comparar Propostas de Seguro de Transporte: Checklist de 9 Pontos

5. Quais são as exigências do PGR?

O Plano de Gerenciamento de Riscos pode transformar uma proposta aparentemente econômica em uma contratação operacionalmente cara.

Dependendo da operação, podem existir exigências relacionadas a:

rastreamento;

cadastro de motorista;

consulta de veículo;

horário;

rota;

paradas;

pernoite;

bloqueio;

isca;

monitoramento;

escolta;

limites por viagem.

No contexto dos seguros de responsabilidade do transportador, o PGR possui papel relevante na estrutura acordada entre transportador e seguradora. A página pilar da Economize destaca PGR e averbação como controles centrais da operação.

A Economize também detalha essas exigências no conteúdo sobre PGR e exigências da seguradora e no guia sobre rastreamento, isca e escolta.

Agora imagine:

Seguradora A

Taxa menor.

Exige escolta acima de determinado valor frequentemente atingido pela empresa.

Seguradora B

Taxa ligeiramente maior.

Possui um PGR que permite realizar grande parte das mesmas viagens sem aquela despesa adicional.

Qual é mais barata?

Você precisa calcular.

O que perguntar no ponto 5

  • Qual rastreador é aceito?
  • Quais tecnologias são exigidas?
  • Quando a isca é obrigatória?
  • Quando precisa de escolta?
  • Quais são os limites sem escolta?
  • Existem rotas restritas?
  • Há regras de horário?
  • Quais locais de parada são permitidos?
  • Como funciona o pernoite?
  • O PGR é compatível com nossos agregados e terceiros?
  • Quanto custará cumprir essas exigências por ano?

Para cargas de maior exposição, essa comparação se torna ainda mais importante. O guia da Economize sobre cargas de alto risco mostra como mercadoria, limite e gerenciamento podem mudar simultaneamente.

Seguro barato com PGR caro pode não ser seguro barato.

6. Quais são as exclusões?

Cobertura e exclusão precisam ser lidas juntas.

Uma proposta pode ter uma apresentação comercial excelente e ainda possuir restrições que afetam exatamente a operação realizada pela empresa.

Por isso, não pergunte apenas:

“O que está coberto?”

Pergunte:

“O que não está?”

A Economize possui um guia específico sobre o que o seguro de cargas não cobre, mostrando por que condições gerais, especiais e particulares precisam ser analisadas em conjunto.

Também é importante observar que uma reclamação ou sinistro não é analisado apenas pelo fato de existir uma apólice. Evento, cobertura, exclusões, averbação, PGR, limites e documentação podem interferir na conclusão. O conteúdo sobre 8 causas de negativa no seguro de transporte aprofunda esses pontos.

O que perguntar no ponto 6

  • Quais mercadorias possuem restrição?
  • Existem riscos expressamente excluídos?
  • Há rotas ou territórios não abrangidos?
  • Existem condições ligadas à embalagem?
  • Como são tratadas mercadorias frágeis?
  • Existem restrições de temperatura?
  • Há exclusões para operações especiais?
  • Existem cláusulas que diferem entre as propostas?

Faça uma lista das cinco situações que mais preocupam sua operação.

Depois procure cada uma nas duas propostas.

Esse processo é mais útil do que ler dezenas de páginas sem uma pergunta definida.

7. Qual é o prazo de armazenagem temporária?

Esse é um item que frequentemente desaparece das comparações.

A empresa pensa no percurso:

origem → transporte → destino.

Mas a carga pode:

permanecer em terminal;

aguardar transbordo;

ficar temporariamente em centro de distribuição;

ser armazenada antes de continuar a viagem;

ou retornar em uma operação de logística reversa.

A pergunta é:

até quando a cobertura de transporte acompanha essa mercadoria?

Não existe resposta única.

É necessário verificar as condições efetivamente contratadas.

A Economize aborda esse ponto no conteúdo sobre logística reversa, mostrando que viagens de retorno e permanências não devem ser presumidas como uma continuidade automática da viagem inicial.

O tema também fica especialmente relevante em eventos como enchentes e alagamentos quando a carga está parada ou temporariamente armazenada.

O que perguntar no ponto 7

  • Existe cobertura durante armazenagem?
  • Em quais locais?
  • Por quanto tempo?
  • Existem limites específicos?
  • O prazo é contado de que maneira?
  • Há necessidade de comunicação?
  • Como funciona transbordo?
  • Logística reversa está contemplada?
  • Devoluções precisam ser novamente averbadas?

Uma diferença de alguns dias no prazo contratual pode parecer pequena na proposta.

Na operação real, pode ser decisiva.

8. Como funciona a averbação?

Averbar significa comunicar os embarques à seguradora conforme os dados e procedimentos previstos no contrato.

Esse processo precisa funcionar diariamente.

Não adianta possuir uma excelente apólice se os embarques que deveriam ser comunicados apresentam falhas sistemáticas.

A própria página pilar da Economize destaca que omissões, divergências ou atrasos na averbação podem comprometer a análise da cobertura.

Ao comparar propostas, analise a aderência ao seu sistema.

O que perguntar no ponto 8

  • Qual sistema de averbação é utilizado?
  • Aceita integração automática?
  • Utiliza CT-e?
  • Utiliza MDF-e?
  • Existe API ou integração com ERP?
  • Como funciona a confirmação?
  • Como são tratadas rejeições?
  • Existe prazo para averbar?
  • Há procedimento para contingência?
  • Como corrigir dados incorretos?
  • Há relatório para conciliação?

Também avalie se o formato de apólice faz sentido para a frequência da empresa.

Uma operação esporádica possui necessidade diferente de quem embarca todos os dias. A Economize compara essas estruturas no artigo Apólice Avulsa ou Anual de Averbação.

A regra prática é:

embarque realizado → averbação aplicável → confirmação → conciliação.

Não deixe a empresa descobrir uma falha de integração durante a regulação de um sinistro.

9. Como funciona o faturamento?

O último ponto parece puramente financeiro.

Não é.

A forma de faturamento interfere no:

fluxo de caixa;

conciliação;

previsibilidade;

controle de embarques;

custo administrativo;

e capacidade de auditar o seguro.

Duas propostas podem apresentar a mesma taxa nominal, mas mecanismos comerciais diferentes.

Verifique:

prêmio mínimo;

faturamento periódico;

eventuais ajustes;

formas de cobrança;

base do cálculo;

e condições previstas.

O que perguntar no ponto 9

  • Como o prêmio é calculado?
  • Existe prêmio mínimo?
  • Qual periodicidade do faturamento?
  • O movimento averbado é demonstrado?
  • Existe relatório detalhado?
  • Como divergências são corrigidas?
  • Existem valores mínimos mensais?
  • Como é tratado embarque cancelado?
  • Qual será o custo anual estimado?

Não compare somente a porcentagem.

Compare o que efetivamente sairá do caixa.

A grande armadilha: comparar taxas com coberturas diferentes

Agora chegamos ao ponto central deste artigo.

Imagine três propostas hipotéticas:

CritérioABC
TaxaMenorMédiaMaior
LMGMenorAdequadoAdequado
POSAltaMédiaBaixa
CoberturasBásicasAmpliadasAmpliadas
PGRRígidoCompatívelCompatível
EscoltaFrequentePontualPontual
ArmazenagemRestritaAdequadaAdequada
AverbaçãoManualIntegrávelIntegrável
Custo operacionalAltoMédioMédio

Qual é melhor?

Não sabemos.

Ainda precisamos calcular.

Mas já sabemos uma coisa:

não podemos escolher apenas olhando a primeira linha.

A proposta de menor taxa pode resultar em maior custo total.

O conteúdo da Economize sobre quanto custa o seguro de transporte reforça justamente que prêmio, gerenciamento e demais condições precisam ser considerados conjuntamente.

Como calcular o custo total da proposta?

Crie esta fórmula conceitual:

Custo do seguro + custo do PGR + retenções prováveis + custos administrativos = custo operacional da proteção

Não é uma fórmula securitária de indenização.

É uma ferramenta gerencial.

Liste:

prêmio anual;

rastreamento adicional;

isca;

escolta;

consultas e cadastros;

POS histórica;

integração;

horas administrativas;

e outros custos necessários para cumprir a apólice.

Agora compare.

É possível que a seguradora com taxa maior seja economicamente melhor.

Também é possível que a mais barata continue vencendo.

O importante é descobrir utilizando números.

Tabela imprimível: checklist para comparar propostas

Use esta tabela em qualquer renovação:

CritérioProposta AProposta BProposta C
Modalidade
Segurado
Mercadorias aceitas
LMG por embarque
LMG por acúmulo
Sublimites
Cobertura básica
Coberturas adicionais
POS percentual
POS mínima
Rastreamento
Isca
Escolta
Limite sem escolta
Regras de parada
Restrições de rota
Exclusões relevantes
Armazenagem temporária
Logística reversa
Forma de averbação
Integração com ERP
Prêmio mínimo
Forma de faturamento
Taxa
Prêmio estimado
Custo estimado do PGR
Custo total estimado

Imprima esta tabela e obrigue cada proposta a responder às mesmas perguntas.

Essa simples disciplina reduz enormemente o risco de escolher pelo número errado.

Como comparar propostas usando seus próprios sinistros?

Existe uma segunda análise que vale muito a pena.

Pegue os sinistros dos últimos três anos.

Para cada um, pergunte:

O evento estaria coberto pela proposta A?

E pela B?

Qual POS seria aplicada?

O limite seria suficiente?

O PGR teria sido cumprido?

Existiria alguma restrição?

Essa retrospectiva revela diferenças que uma apresentação comercial pode esconder.

O conteúdo da Economize sobre avaria de mercadoria ajuda a compreender por que causa, cobertura e condições são tão importantes na análise de danos.

Para acidentes, também vale revisar o fluxo completo entre ocorrência, comunicação, documentação, vistoria e indenização.

9 perguntas que devem ser respondidas antes de assinar

Não feche a renovação sem conseguir responder:

1. Estou comparando a mesma modalidade?

2. Qual é o maior embarque permitido?

3. Qual limite existe para acúmulo?

4. As coberturas são realmente equivalentes?

5. Quanto ficaria comigo em um sinistro por causa da POS?

6. Quanto custa cumprir o PGR dessa seguradora?

7. Quais exclusões atingem diretamente minha operação?

8. Minha averbação consegue funcionar corretamente com essa seguradora?

9. Quanto essa proposta realmente custará durante um ano?

Se uma dessas respostas estiver obscura, a comparação ainda não terminou.

A taxa menor pode continuar sendo a melhor?

Claro.

O objetivo deste artigo não é dizer que a proposta barata é ruim.

É impedir uma conclusão prematura.

Se duas propostas possuem:

mesma modalidade;

mesmas coberturas;

limites equivalentes;

POS semelhante;

PGR com custo equivalente;

exclusões comparáveis;

mesma estrutura de armazenagem;

averbação igualmente funcional;

e faturamento semelhante,

então a taxa ganha muito mais peso.

Agora existe uma comparação justa.

Iguale as variáveis primeiro.

Compare o preço depois.

Perguntas frequentes sobre como comparar seguro de transporte

Como comparar duas propostas de seguro de transporte?

Coloque lado a lado modalidade, coberturas, LMG, acúmulo, POS, PGR, exclusões, armazenagem, averbação, faturamento e custo operacional. Somente depois compare taxa e prêmio.

A proposta com menor taxa é sempre mais barata?

Não. Exigências de gerenciamento, franquias, limites e coberturas podem alterar significativamente o custo real da contratação.

O que é LMG?

LMG é o Limite Máximo de Garantia e representa um teto de responsabilidade da seguradora conforme a estrutura contratada. É necessário identificar qual limite se aplica ao embarque, mercadoria e situação analisada.

Preciso analisar limite de acúmulo?

Sim. Vários veículos ou mercadorias expostos simultaneamente a um mesmo evento podem produzir exposição muito superior ao valor individual de uma viagem.

O que é POS?

É a Participação Obrigatória do Segurado, quando prevista. Representa uma parcela do prejuízo que permanece com o segurado conforme a estrutura contratual.

Como o PGR interfere na comparação?

Porque uma proposta pode exigir rastreamento, isca, escolta, regras de parada e outros controles que representam custos operacionais.

Cobertura ampla significa cobertura total?

Não. Mesmo coberturas amplas possuem condições, limites e exclusões que precisam ser verificadas.

Averbação precisa ser comparada?

Sim. O processo precisa ser compatível com o volume e os sistemas da empresa e permitir controle de confirmações e rejeições.

O prazo de armazenagem importa?

Pode ser decisivo em operações com terminais, centros de distribuição, transbordos, devoluções e permanências temporárias.

Como saber qual seguradora é melhor?

Não existe uma vencedora universal. A melhor proposta é aquela que entrega cobertura, capacidade, condições operacionais e custo compatíveis com a operação real.

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Conclusão: nunca compare seguro de transporte começando pelo preço

Uma proposta de seguro pode ser resumida em uma página.

O risco da sua empresa, não.

Existem mercadorias.

Valores.

Rotas.

Motoristas.

Veículos.

Terminais.

Clientes.

Pátios.

Terceiros.

Embarques.

Devoluções.

Averbações.

E milhares de decisões operacionais ao longo de um ano.

É essa operação que a apólice precisa acompanhar.

Por isso, a comparação correta começa muito antes da taxa.

Comece pela modalidade.

Confirme que as seguradoras estão cotando a mesma necessidade.

Depois verifique os limites.

Não utilize apenas o valor médio da carga.

Compare o maior embarque e a maior exposição de acúmulo possível.

Em seguida, abra as coberturas.

Confira adicionais.

Analise exclusões.

Verifique a POS.

Simule-a sobre seus próprios sinistros.

Depois leia o PGR como se fosse uma planilha de custos.

Quantas viagens exigirão escolta?

Quais tecnologias serão necessárias?

Existem rotas restringidas?

Quais regras de parada impactarão a operação?

Depois analise armazenagem e logística reversa.

Confira a averbação.

Garanta que os sistemas conseguem conversar.

E finalmente projete o faturamento anual.

Somente então volte para a taxa.

Agora você terá transformado três propostas comerciais em três cenários econômicos comparáveis.

Essa é a diferença entre:

comprar seguro

e

estruturar proteção para uma operação logística.

A Economize mantém um cluster completo sobre seguro de transporte para ajudar nessa análise, incluindo conteúdos sobre coberturas, LMG, franquia/POS, PGR, cargas de alto risco, rastreamento, averbação, negativas, avarias, logística reversa, enchentes e sinistros por acidente. Todos esses elementos se encontram na prática no momento em que uma empresa precisa decidir entre propostas diferentes.

E existe uma forma simples de começar:

pare de colocar apenas as taxas lado a lado.

Coloque as condições.

Quando as condições forem equivalentes, o preço finalmente passa a dizer alguma coisa.

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A planilha permite comparar:

✓ modalidade do seguro

✓ LMG por embarque

✓ limite de acúmulo

✓ coberturas adicionais

✓ franquia e POS

✓ exigências do PGR

✓ rastreamento, isca e escolta

✓ exclusões

✓ armazenagem temporária

✓ averbação

✓ faturamento

✓ taxa e prêmio

✓ custo operacional estimado

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Além da planilha, a Economize ON Corretora de Seguros pode analisar as propostas considerando a operação real da empresa.

A avaliação pode confrontar:

mercadorias;

rotas;

valores;

histórico de sinistros;

LMG;

PGR;

POS;

coberturas;

averbação;

e custos operacionais.

O objetivo não é simplesmente encontrar a menor taxa.

É identificar qual proposta entrega proteção adequada com custo coerente para a operação.

Economize ON Corretora de Seguros
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Para conhecer a estrutura atual dos seguros de transporte rodoviário, consulte também o conteúdo pilar da Economize sobre Seguro de Transporte: RCTR-C, RC-DC e RC-V.

Este conteúdo possui caráter informativo. Coberturas, limites, participações, franquias, critérios de aceitação, gerenciamento de risco, armazenagem, averbação, taxas e condições comerciais variam conforme seguradora, modalidade e perfil da operação. A comparação deve ser realizada com base nas propostas e condições contratuais efetivamente apresentadas.

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Conteúdo revisado por Cláudio Royo, Especialista em Seguros – Registro SUSEP: 222142178
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