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ToggleSeguro para Eletrônicos e Cargas de Valor Alto Agregado
Atualizado em 2 de setembro de 2026 · Equipe de Seguros Empresariais da Economize ON Corretora de Seguros · Leitura aproximada de 17 minutos
Cargas de alto valor exigem atenção especial ao limite aplicável a cada embarque e ao Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR). Dependendo da mercadoria, valor, rota e critérios definidos com a seguradora, o gerenciamento pode prever rastreamento redundante, isca eletrônica, consulta prévia de motorista e veículo, restrições de parada e pernoite, monitoramento reforçado e até escolta em determinadas operações. Quando um embarque ultrapassa os limites ou parâmetros previstos na apólice, a operação deve ser analisada antes da saída e pode depender de aceitação ou autorização específica da seguradora.
Um caminhão pode transportar centenas de milhares ou até milhões de reais em mercadorias ocupando relativamente pouco espaço.
Celulares, notebooks, componentes eletrônicos, equipamentos médicos, peças especiais e outros produtos de alto valor concentram uma exposição financeira significativa em uma única viagem.
Mas o valor da mercadoria não é o único problema.
Alguns produtos possuem grande facilidade de revenda e são especialmente atrativos para roubo.
Outros são frágeis.
Há ainda cargas que combinam alto valor financeiro, sensibilidade e dificuldade de reposição.
Por isso, contratar seguro para carga de alto valor exige muito mais do que informar à seguradora quanto a mercadoria custa.
É necessário analisar:
valor máximo por embarque;
tipo de mercadoria;
concentração de valor;
rotas;
histórico de sinistros;
limites da apólice;
averbação;
veículos;
motoristas;
tecnologias de rastreamento;
e Plano de Gerenciamento de Riscos.
Neste guia, você entenderá como essas variáveis se relacionam e o que deve ser verificado antes de liberar uma carga de alto valor.

Índice
- O que é uma carga de alto valor?
- Por que eletrônicos exigem atenção especial?
- Como funciona o seguro?
- O que é LMG?
- Como dimensionar o limite por embarque?
- O que acontece quando a carga ultrapassa o limite?
- O que é PGR?
- Rastreamento é obrigatório?
- O que é rastreamento redundante?
- Como funciona a isca eletrônica?
- Quando pode existir exigência de escolta?
- Como funcionam paradas e pernoites?
- Por que consultar motorista e veículo?
- Averbação em cargas de alto valor
- O que acontece em caso de roubo?
- Principais erros
- Checklist antes da viagem
- Como contratar
- Perguntas frequentes
- Conclusão
O que é uma carga de alto valor?
Não existe um único valor em reais capaz de classificar universalmente uma mercadoria como “carga de alto valor” para todas as seguradoras e operações.
Esse é o primeiro conceito importante.
Uma carga de R$ 500 mil pode receber determinada análise em uma operação e outra completamente diferente em outro cenário.
A seguradora pode considerar fatores como:
valor por embarque;
tipo de mercadoria;
atratividade para roubo;
facilidade de revenda;
concentração do valor;
rota;
região de circulação;
frequência das viagens;
histórico de perdas;
estrutura de segurança;
e características do transporte.
Por isso, alto valor não significa apenas preço elevado.
Imagine dois caminhões carregando R$ 700 mil.
O primeiro transporta um produto industrial de baixo interesse para revenda ilegal.
O segundo transporta smartphones.
O valor financeiro é idêntico.
A exposição ao roubo pode ser completamente diferente.
Essa diferença interfere na análise do seguro e no gerenciamento de riscos.
Por que eletrônicos são cargas sensíveis para o seguro?
Eletrônicos reúnem características que merecem atenção especial.
Alto valor em pouco espaço
Celulares, tablets, notebooks, processadores, placas, equipamentos profissionais e outros produtos podem concentrar valores elevados em poucos pallets.
Isso aumenta a severidade potencial de uma perda.
Facilidade de comercialização
Muitos eletrônicos possuem amplo mercado consumidor e podem apresentar elevada liquidez.
Essa característica influencia a exposição ao roubo.
Possibilidade de perda total relevante
O desaparecimento de um único veículo pode representar prejuízo financeiro muito elevado.
Fragilidade
Alguns equipamentos também podem sofrer danos por:
impacto;
queda;
umidade;
acondicionamento inadequado;
movimentação;
carga e descarga.
Portanto, o seguro precisa analisar mais do que roubo.
O perfil completo da mercadoria deve ser informado.
Como funciona o seguro para cargas de alto valor?
Não existe necessariamente uma única apólice chamada “seguro para cargas de alto valor”.
O que existe é uma estrutura securitária adaptada à exposição da operação.
No transporte rodoviário remunerado, é necessário observar também os seguros obrigatórios do transportador, entre eles RCTR-C e RC-DC.
O RCTR-C está relacionado à responsabilidade do transportador por perdas ou danos à mercadoria decorrentes dos acidentes previstos na legislação e na estrutura contratada.
O RC-DC está relacionado à responsabilidade por desaparecimento da carga em eventos previstos, como roubo, furto e outras hipóteses abrangidas.
Para cargas visadas, o RC-DC assume relevância evidente.
Mas possuir a apólice não significa que qualquer valor possa ser colocado no caminhão sem análise.
Existem limites.
E esses limites precisam acompanhar a operação real.
O que é LMG no seguro de carga?
LMG significa Limite Máximo de Garantia.
De forma simplificada, representa um limite financeiro assumido pela seguradora conforme a estrutura estabelecida na apólice.
Entretanto, é importante não interpretar qualquer número chamado “LMG” como se fosse automaticamente o valor disponível para qualquer sinistro.
Uma apólice pode estabelecer diferentes limites conforme:
mercadoria;
veículo;
meio de transporte;
embarque;
cobertura;
rota;
acúmulo;
ou operação específica.
Por isso, antes de liberar uma carga de alto valor, a pergunta não deve ser apenas:
“Qual é o LMG da minha apólice?”
A pergunta mais adequada é:
“Qual limite efetivamente se aplica a esta mercadoria, neste veículo, nesta rota e nesta operação?”

Como dimensionar o limite para cargas de alto valor?
Um erro comum é utilizar apenas o valor médio dos embarques.
Imagine uma empresa com este perfil:
80% das viagens — até R$ 300 mil;
15% das viagens — entre R$ 300 mil e R$ 600 mil;
5% das viagens — acima de R$ 1 milhão.
Se a estrutura do seguro for montada considerando apenas uma média próxima aos embarques mais frequentes, justamente as viagens mais valiosas podem exigir tratamento adicional.
Por isso, a empresa precisa conhecer pelo menos:
valor médio;
maior valor habitual;
maior valor histórico;
picos sazonais;
operações especiais;
e possíveis situações de acúmulo.
O seguro precisa acompanhar a exposição real.
O que acontece quando a carga ultrapassa o limite da apólice?
Esse é um dos pontos mais importantes para quem transporta eletrônicos e mercadorias de alto valor.
Não é seguro criar uma regra universal dizendo:
“Passou do limite, o seguro não paga nada.”
Também não é correto afirmar:
“A seguradora sempre paga até o limite e pronto.”
O efeito precisa ser analisado conforme a apólice, o limite aplicável, as condições contratadas e as circunstâncias da operação.
O que pode ser afirmado com segurança é:
um embarque acima dos limites ou parâmetros previstos precisa ser identificado antes da saída.
Dependendo da estrutura contratual, a operação pode exigir:
análise prévia;
alteração temporária de limite;
condições adicionais;
reforço do gerenciamento;
ou aceitação específica da seguradora.
É justamente por isso que embarques excepcionais não devem ser tratados como viagens comuns.
Exemplo: embarque de R$ 2 milhões em eletrônicos
Imagine que uma transportadora normalmente movimente cargas de até R$ 600 mil.
Surge um cliente novo.
O primeiro embarque terá:
R$ 2 milhões em notebooks e smartphones.
O erro seria simplesmente:
emitir o CT-e;
carregar o veículo;
averbar;
e liberar a viagem.
Antes da saída, é necessário verificar se aquela exposição é compatível com:
limite aplicável;
mercadoria declarada;
PGR;
rota;
veículo;
tecnologia;
e demais condições da apólice.
Se o embarque exigir análise especial, ela precisa acontecer antes da viagem.
Descobrir o problema depois de um roubo é tarde demais para corrigir a operação.
O que é PGR para cargas de alto valor?
PGR significa Plano de Gerenciamento de Riscos.
Nos seguros RCTR-C e RC-DC, a legislação prevê um PGR estabelecido de comum acordo entre transportador e seguradora.
O objetivo é definir medidas relacionadas à prevenção e ao controle dos riscos da operação.
Para cargas de maior exposição, o PGR pode ser mais rigoroso.
Dependendo da operação, pode contemplar medidas relacionadas a:
rastreamento;
monitoramento;
tecnologias redundantes;
isca eletrônica;
bloqueio;
sensores;
consulta de motorista;
consulta de veículo;
rotas;
horários;
paradas;
pernoites;
pátios autorizados;
escolta;
procedimentos de emergência.
Mas atenção:
essa lista não significa que toda carga de alto valor seja obrigada a utilizar todas essas medidas.
As exigências concretas precisam ser verificadas no PGR aplicável àquela operação.
Rastreamento é obrigatório em toda carga de alto valor?
Não existe uma regra universal segundo a qual qualquer carga acima de determinado valor tenha exatamente a mesma exigência tecnológica.
Os critérios podem variar conforme:
seguradora;
mercadoria;
valor;
rota;
veículo;
histórico;
e estrutura da operação.
O rastreamento, entretanto, é uma das ferramentas mais importantes de gerenciamento.
Ele permite acompanhar a posição do veículo e pode integrar informações como:
velocidade;
ignição;
paradas;
desvios;
abertura de portas;
violação;
e outros eventos.
Dependendo da tecnologia utilizada, também podem existir recursos de bloqueio e alertas.
O que significa rastreamento redundante?
Em operações de maior risco, uma única tecnologia pode não ser suficiente conforme o PGR definido.
É aí que surge o conceito de redundância.
Em vez de depender exclusivamente de um equipamento ou sinal, a operação utiliza diferentes camadas tecnológicas.
A lógica é simples:
se um recurso falhar ou for neutralizado, outro pode continuar fornecendo informações.
Dependendo do PGR, a estrutura pode combinar diferentes tecnologias e dispositivos.
Mas novamente:
não existe uma configuração universal que sirva para todas as seguradoras.
A tecnologia precisa atender às condições estabelecidas para aquela operação.
Como funciona a isca eletrônica?
A isca eletrônica é um dispositivo de rastreamento que pode ser inserido ou ocultado junto à carga.
Ela funciona como uma camada adicional de monitoramento.
Em uma ocorrência de roubo, o veículo e a mercadoria podem ser separados.
Se o único rastreador estiver instalado no caminhão, acompanhar o veículo não significa necessariamente acompanhar a carga.
A isca busca reduzir essa dependência.
Dependendo do equipamento e da operação, pode auxiliar na localização da mercadoria após sua retirada do veículo.
Mas possuir uma isca por conta própria não significa automaticamente cumprir o PGR.
É necessário verificar:
tecnologia aceita;
quantidade;
posicionamento;
ativação;
autonomia;
monitoramento;
procedimentos;
e demais condições previstas.
Toda carga de eletrônicos exige isca?
Não necessariamente.
A necessidade depende das condições definidas para aquela operação.
Uma seguradora pode utilizar critérios diferentes conforme:
valor;
mercadoria;
rota;
região;
histórico;
tipo de veículo.
Por isso, não é recomendável criar internamente uma regra como:
“eletrônico sempre usa uma isca”.
A empresa precisa consultar o PGR vigente.
Quando a escolta pode ser exigida?
A escolta é uma das medidas que podem aparecer em operações de maior exposição.
Mas também não existe um valor universal a partir do qual toda carga precisa obrigatoriamente ser escoltada.
A exigência pode considerar:
valor;
mercadoria;
trecho;
horário;
origem;
destino;
índice de ocorrências;
ou combinação desses fatores.
Uma mesma viagem pode, inclusive, ter necessidade de medida adicional apenas em determinado trecho, se isso estiver previsto no gerenciamento aplicável.
O ponto principal é:
não presuma. Confira.
Se o PGR determinar escolta em determinada condição, a liberação do veículo precisa considerar essa regra.
Paradas e pernoites também podem fazer parte do PGR?
Sim.
Uma carga pode estar devidamente rastreada e ainda ser exposta a risco desnecessário por parar em local inadequado.
Por isso, determinadas operações podem estabelecer regras para:
postos;
pátios;
garagens;
áreas de descanso;
horários;
tempo máximo de parada;
e locais de pernoite.
Em operações mais críticas, podem existir pontos previamente autorizados ou homologados conforme os procedimentos de gerenciamento.
Isso precisa ser planejado antes da viagem.
Imagine uma rota de 1.500 quilômetros.
Não basta definir apenas:
origem → destino.
A operação pode precisar saber:
onde o motorista poderá parar;
onde poderá abastecer;
onde realizará descanso;
onde poderá pernoitar;
e quais alternativas utilizar em uma emergência.
Por que consultar o motorista?
O gerenciamento de riscos pode prever procedimentos de consulta ou cadastro de motoristas.
A finalidade é conhecer melhor quem participará da operação e aplicar os critérios estabelecidos para aquela viagem.
Dependendo do gerenciamento contratado, podem existir procedimentos específicos para:
motorista próprio;
agregado;
TAC;
ajudante;
e outros profissionais envolvidos.
A empresa precisa executar essas verificações no momento adequado.
Uma consulta realizada meses atrás não deve ser presumida como suficiente para qualquer viagem futura se o procedimento aplicável exigir nova verificação.
E o veículo?
O veículo também pode fazer parte da análise.
Podem ser verificados, conforme as regras aplicáveis:
placa;
propriedade;
cadastro;
equipamentos;
rastreador;
sensores;
bloqueio;
tipo de carroceria;
documentação;
e compatibilidade com a operação.
Isso é particularmente importante quando a transportadora utiliza:
frota própria;
agregados;
terceiros;
TACs;
ou combinações dessas modalidades.
Averbação é ainda mais crítica em cargas de alto valor?
Sim.
Em uma operação de alto valor, três informações precisam estar alinhadas:
valor real → averbação → limite aplicável.
Imagine um embarque de:
R$ 1.850.000.
O ERP registra corretamente esse valor.
Por uma falha de integração, a averbação informa:
R$ 185.000.
Temos um problema evidente.
Agora imagine o cenário contrário.
A averbação informa corretamente R$ 1,85 milhão, mas o sistema operacional não identifica que aquela viagem ultrapassa um parâmetro e exige análise prévia.
Também existe um problema.
Por isso, empresas com cargas de alto valor precisam integrar seguro ao fluxo de expedição.
A liberação da viagem deveria verificar o seguro?
Idealmente, o processo operacional precisa impedir que uma viagem crítica saia sem as verificações necessárias.
Antes da liberação, deveriam ser respondidas perguntas como:
Quanto vale a carga?
A mercadoria está aceita?
O valor está dentro do limite aplicável?
A rota está adequada?
O motorista foi liberado?
O veículo foi liberado?
As tecnologias exigidas estão funcionando?
Existe exigência de isca?
Existe exigência de escolta?
As regras de parada foram verificadas?
A averbação foi realizada quando aplicável?
Se alguma resposta indicar necessidade de autorização adicional, a carga não deveria seguir automaticamente pelo fluxo comum.
O que acontece em caso de roubo de eletrônicos?
O primeiro passo é seguir os procedimentos de emergência definidos para a operação e comunicar rapidamente os responsáveis pertinentes.
Isso pode envolver:
autoridades policiais;
gerenciadora de riscos;
central de monitoramento;
transportadora;
seguradora ou assistência indicada;
corretora;
embarcador.
A ordem e os canais devem seguir os procedimentos previamente estabelecidos.
Preserve também os registros.
Podem ser relevantes:
rastreamento;
telemetria;
alertas;
histórico de posições;
comunicações;
documentos de transporte;
nota fiscal;
averbação;
comprovantes das consultas;
registros da isca;
documentos relacionados ao PGR;
boletim de ocorrência;
e demais evidências solicitadas.
Quanto maior a exposição, mais importante é possuir um processo organizado antes do sinistro.
Descumprir o PGR significa negativa automática?
Não é adequado transformar qualquer falha operacional em uma afirmação automática de negativa.
A análise depende das condições contratuais, da obrigação descumprida, das circunstâncias do evento, da legislação aplicável e da relação entre os fatos.
Entretanto, isso não torna o PGR opcional.
Se determinadas medidas foram estabelecidas para aquela operação, a empresa precisa tratá-las como parte efetiva do processo de transporte.
A melhor estratégia não é discutir a consequência depois.
É impedir que uma viagem incompatível seja liberada.
Principais erros no seguro de cargas de alto valor
1. Usar o valor médio para definir toda a operação
O pico de exposição também precisa ser conhecido.
2. Confundir existência de apólice com limite suficiente
A apólice pode existir e o embarque superar determinado limite aplicável.
3. Declarar a mercadoria de forma genérica
“Eletrônicos” pode não ser suficiente para descrever adequadamente determinadas operações.
Informe o risco corretamente.
4. Ignorar mudanças no perfil
A empresa começou transportando R$ 200 mil por viagem e hoje movimenta R$ 1 milhão?
O seguro precisa acompanhar essa evolução.
5. Tratar PGR como documento administrativo
O PGR precisa entrar no processo de liberação.
6. Presumir que rastreamento básico atende qualquer carga
Operações diferentes podem exigir estruturas diferentes.
7. Colocar isca sem conferir os critérios
Tecnologia não deve ser implantada apenas para “marcar uma caixa”.
8. Improvisar paradas
Rotas longas precisam considerar locais e procedimentos previstos para descanso e pernoite.
9. Deixar autorização para depois
Operações fora do padrão precisam ser identificadas antes da saída.
10. Descobrir o limite somente no sinistro
Esse é justamente o cenário que a gestão preventiva deve evitar.
Checklist para liberar uma carga de alto valor
Antes da viagem, utilize um controle objetivo.
Mercadoria
✓ Produto corretamente identificado
✓ Tipo de carga aceito
✓ Valor real confirmado
✓ Nota fiscal conferida
Seguro
✓ Apólice vigente
✓ Cobertura aplicável identificada
✓ Limite compatível com o embarque
✓ Eventual autorização especial obtida
PGR
✓ Valor enquadrado corretamente
✓ Rota conferida
✓ Horário permitido
✓ Motorista liberado
✓ Veículo liberado
✓ Rastreamento funcionando
✓ Redundância verificada, quando exigida
✓ Isca instalada/ativada, quando exigida
✓ Escolta confirmada, quando exigida
✓ Paradas e pernoite conforme procedimentos aplicáveis
Averbação
✓ Embarque registrado
✓ Valor correto
✓ Mercadoria correta
✓ Veículo correto
✓ Documentos armazenados
Contingência
✓ Motorista conhece o procedimento
✓ Central possui contatos
✓ Alertas estão ativos
✓ Responsáveis sabem como agir em ocorrência
Esse checklist pode parecer extenso.
Mas uma operação estruturada consegue automatizar grande parte dessas verificações.

Como contratar seguro para eletrônicos?
A contratação começa com informações precisas.
Tenha em mãos:
mercadorias transportadas;
valor médio;
valor máximo;
faturamento transportado;
origens;
destinos;
rotas;
frequência;
frota;
agregados;
TACs;
histórico de sinistros;
tecnologias utilizadas;
PGR atual;
e apólice vigente, se houver.
Para eletrônicos, também é útil detalhar os produtos.
Por exemplo:
smartphones;
notebooks;
tablets;
televisores;
componentes;
equipamentos médicos;
servidores;
equipamentos industriais;
peças eletrônicas.
Quanto melhor a descrição, mais consistente pode ser a análise.
Seguro para carga de alto valor é mais caro?
Não existe uma taxa universal.
A precificação depende da exposição.
O valor é apenas uma variável.
Também podem influenciar:
mercadoria;
rotas;
frequência;
histórico de roubo;
sinistralidade;
PGR;
limites;
tecnologias;
perfil da frota;
e demais condições da operação.
Uma carga de R$ 1 milhão em uma operação estruturada pode apresentar um perfil diferente de outra carga do mesmo valor em rota, mercadoria e gerenciamento distintos.
Por isso, comparar apenas preço pode levar a uma decisão ruim.
Compare também:
limites;
condições;
gerenciamento;
participações;
mercadorias aceitas;
rotas;
e exigências operacionais.
Perguntas frequentes sobre seguro para cargas de alto valor
O que é seguro para carga de alto valor?
É a estruturação do seguro e do gerenciamento de riscos considerando operações com maior concentração financeira ou outras características de exposição. Não existe necessariamente uma única modalidade comercial com esse nome.
Eletrônicos são considerados carga de alto risco?
Podem receber tratamento mais rigoroso por fatores como concentração de valor e atratividade para roubo. O enquadramento concreto depende da análise da seguradora e da operação.
Existe um valor mínimo para uma carga ser considerada de alto valor?
Não existe um único valor universal aplicável a todas as seguradoras e operações.
Toda carga de alto valor exige escolta?
Não. A exigência depende das condições previstas para a operação, considerando fatores como mercadoria, valor, rota e PGR.
Isca eletrônica é sempre obrigatória?
Não. Ela pode ser uma exigência em determinadas operações, mas os critérios devem ser consultados no gerenciamento aplicável.
Rastreamento é suficiente?
Não necessariamente. Dependendo do risco, o PGR pode estabelecer outras medidas ou tecnologias adicionais.
O que é rastreamento redundante?
É o uso de mais de uma camada ou tecnologia de monitoramento para reduzir a dependência de um único recurso, quando isso fizer parte da estrutura definida para a operação.
Posso transportar acima do limite da apólice?
Um embarque que ultrapasse os limites ou parâmetros aplicáveis deve ser identificado antes da saída e submetido à análise necessária. Dependendo da estrutura contratada, pode ser necessária aceitação específica ou ajuste das condições.
A seguradora sempre aceita aumentar o limite para uma viagem?
Não. Aceitação depende da análise do risco e das condições da seguradora. Nunca presuma que uma operação extraordinária será automaticamente autorizada.
O LMG deve ser igual ao valor médio das cargas?
Não necessariamente. É importante considerar a maior exposição real e identificar quais limites se aplicam a cada situação.
Roubo de eletrônicos é coberto pelo RCTR-C?
RCTR-C está relacionado aos eventos acidentários abrangidos por sua estrutura. O desaparecimento de carga por eventos como roubo está relacionado ao RC-DC.
Descumprir uma regra do PGR significa perder automaticamente toda indenização?
Não se deve estabelecer uma regra automática para qualquer situação. Os efeitos dependem das condições contratuais, fatos e legislação aplicável. Isso não elimina a obrigação de cumprir as medidas definidas para a operação.
Uma carga excepcional precisa de tratamento excepcional
Uma das maiores vulnerabilidades ocorre quando uma empresa possui uma operação relativamente padronizada e recebe, de repente, um embarque muito acima do habitual.
A equipe comercial comemora o novo cliente.
O financeiro aprova.
A expedição prepara o veículo.
Mas ninguém pergunta:
nosso seguro suporta essa viagem?
Para cargas de alto valor, essa pergunta precisa acontecer antes.
Se a empresa normalmente transporta até R$ 400 mil e amanhã receber uma viagem de R$ 1,8 milhão, o processo deveria gerar um alerta.
Não apenas por causa do limite.
O valor maior pode alterar também as medidas de gerenciamento necessárias.
Portanto, o controle deve relacionar:
mercadoria + valor + limite + PGR + averbação.
É essa integração que reduz falhas.
Conclusão: carga de alto valor exige controle antes da saída
Transportar eletrônicos e outras mercadorias de alto valor não significa apenas colocar uma carga mais cara dentro do mesmo caminhão.
A exposição muda.
E o seguro precisa acompanhar essa mudança.
Quanto maior a concentração de valor e a atratividade da mercadoria, mais importante se torna conferir:
limites;
PGR;
rastreamento;
motorista;
veículo;
rota;
paradas;
averbação;
e eventuais autorizações específicas.
Rastreamento redundante, isca eletrônica, escolta e locais de parada controlados podem fazer parte dessa estrutura.
Mas não devem ser apresentados como uma lista universal obrigatória para qualquer carga de alto valor.
Quem determina as medidas aplicáveis é a estrutura de gerenciamento estabelecida para aquela operação.
O mesmo vale para o LMG.
Não basta localizar um número na apólice.
É necessário saber qual limite realmente se aplica ao embarque que sairá hoje.
Quando uma viagem ultrapassa o padrão, a análise precisa acontecer antes da partida.
Se for necessária aceitação específica da seguradora, ela deve ser obtida previamente.
Essa mudança de processo transforma o seguro de um documento arquivado em uma ferramenta operacional de gestão de riscos.
E essa é a lógica mais importante para empresas que movimentam mercadorias de alto valor:
o momento de descobrir que uma carga excede os parâmetros do seguro é antes do caminhão sair — nunca depois do sinistro.
Vai transportar eletrônicos ou uma carga de alto valor?
A Economize ON Corretora de Seguros pode analisar a operação e comparar condições de seguro considerando mercadorias, valores máximos por embarque, rotas, limites e estrutura de gerenciamento de riscos.
Para solicitar uma cotação, tenha em mãos:
✓ CNPJ e RNTRC, quando aplicável
✓ tipos de mercadorias
✓ valor médio por embarque
✓ maior valor por embarque
✓ movimentação mensal ou anual
✓ principais rotas
✓ frota própria, agregados e TACs
✓ tecnologias de rastreamento
✓ histórico de sinistros
✓ PGR atual
✓ apólice atual, se houver
COTAR SEGURO PARA CARGA DE ALTO VALOR
A cotação e a aceitação estão sujeitas à análise do risco e às condições das seguradoras.
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