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ToggleSeguro para Máquinas, Equipamentos e Cargas Indivisíveis
Atualizado em 7 de setembro de 2026 · Leitura aproximada de 18 minutos
Máquinas, equipamentos e cargas indivisíveis combinam três exposições que precisam ser analisadas com atenção no seguro: operações de içamento durante carga e descarga, dimensões ou pesos que podem exigir Autorização Especial de Trânsito e alto valor concentrado em uma única peça. Por isso, não se deve presumir que uma apólice convencional cubra automaticamente toda a operação. O seguro precisa considerar mercadoria, valor, dimensões, peso, veículo, rota, carga e descarga, equipamentos de movimentação e coberturas efetivamente contratadas.
Transportar uma máquina industrial de R$ 2 milhões não é a mesma coisa que transportar R$ 2 milhões distribuídos entre milhares de caixas.
Se uma pequena parte de uma carga fracionada sofrer avaria, o restante da mercadoria pode permanecer intacto.
Quando o transporte envolve um único transformador, uma máquina industrial, uma colheitadeira ou outro equipamento de grande porte, a concentração do risco muda completamente.
Um único evento pode comprometer praticamente todo o valor embarcado.
Além disso, o risco não começa necessariamente quando o caminhão entra na rodovia.
Uma das etapas mais delicadas pode acontecer antes:
a colocação da máquina sobre o veículo.
Guindastes, guindautos, pontes rolantes e outros equipamentos podem participar da movimentação.
No destino, o processo ocorre novamente durante a descarga.
Há ainda outro fator: algumas cargas excedem os limites regulamentares de peso ou dimensões e dependem de planejamento específico para circular.
É justamente por isso que o seguro transporte de máquinas precisa ser estruturado com base na operação real.
Índice de conteúdo
- O que é seguro transporte de máquinas?
- O que são cargas indivisíveis?
- Quais equipamentos podem entrar nessa categoria?
- Por que essas cargas possuem risco diferente?
- O seguro de transportes cobre máquinas?
- Quais riscos podem estar cobertos?
- Içamento está automaticamente coberto?
- Por que carga e descarga são etapas críticas?
- Como funciona o uso de guindastes e munck?
- O que é AET?
- Quando uma carga pode precisar de AET?
- Dimensões e peso influenciam o seguro?
- Como a rota interfere no risco?
- O que significa valor concentrado?
- Existe perda parcial em máquinas?
- Como calcular corretamente o valor segurado?
- Máquinas novas e usadas podem ser seguradas?
- Transporte de máquinas agrícolas
- Transporte de máquinas industriais
- Transformadores e equipamentos pesados
- Veículo transportador e amarração
- Seguro do embarcador x seguro da transportadora
- Gerenciamento de riscos
- Documentação antes do transporte
- O que fazer em caso de sinistro?
- Quanto custa o seguro?
- Principais erros
- Checklist
- Perguntas frequentes
- Conclusão

O que é seguro transporte de máquinas?
O seguro de transporte tem como finalidade proteger os bens segurados durante o percurso contra os riscos previstos na apólice.
A SUSEP explica que o seguro de transportes pode garantir prejuízos causados aos bens durante viagens terrestres, aéreas ou aquaviárias, nacionais ou internacionais.
As coberturas, entretanto, precisam ser analisadas conforme o contrato.
No transporte de máquinas, essa análise merece atenção especial porque a operação pode envolver:
máquinas industriais;
máquinas agrícolas;
equipamentos de construção;
geradores;
transformadores;
reatores;
prensas;
tornos;
equipamentos hospitalares;
equipamentos de mineração;
estruturas;
e outros bens de elevado valor.
A proteção adequada depende não apenas daquilo que está sendo transportado, mas também de como o transporte será realizado.
O que são cargas indivisíveis?
Carga indivisível não significa simplesmente uma carga “muito grande”.
No contexto rodoviário, o conceito está relacionado a uma unidade que, pelas suas características, apresenta peso ou dimensões excedentes aos limites regulamentares ou exige veículos apropriados para seu transporte.
O DNIT inclui entre os exemplos:
máquinas;
equipamentos;
transformadores;
reatores;
guindastes;
máquinas industriais;
máquinas agrícolas;
máquinas da construção civil;
equipamentos de terraplenagem;
estruturas metálicas;
silos;
e veículos fora de estrada.
A característica principal é que não se trata de uma mercadoria que possa simplesmente ser desmontada ou dividida em pequenos volumes para transformar o transporte em uma operação convencional.
Quais equipamentos podem entrar nessa categoria?
A variedade é enorme.
Indústria
Prensas industriais, tornos, centros de usinagem, caldeiras, geradores, motores, equipamentos de produção e grandes estruturas.
Energia
Transformadores, geradores, componentes de usinas e equipamentos elétricos de grande porte.
Agronegócio
Colheitadeiras, tratores, pulverizadores, plantadeiras e outros equipamentos agrícolas.
Construção
Escavadeiras, pás-carregadeiras, rolos compactadores, equipamentos de terraplenagem e máquinas pesadas.
Mineração
Equipamentos de processamento, componentes de plantas industriais e máquinas fora de estrada.
O enquadramento da operação depende das características efetivas da carga e do conjunto transportador.
Por que essas cargas possuem risco diferente?
Existem quatro características especialmente importantes.
1. Valor concentrado
Uma única peça pode representar centenas de milhares ou milhões de reais.
2. Peso e dimensão
O equipamento pode exigir veículo especial e planejamento de rota.
3. Movimentação
Carga e descarga podem depender de içamento ou outras operações complexas.
4. Reparação
Uma avaria aparentemente localizada pode gerar reparos caros, importação de componentes e paralisação do projeto.
Imagine um transformador industrial.
Ele pode ocupar praticamente todo o conjunto transportador.
Se ocorrer um tombamento, não existem outras 500 unidades intactas para compensar o prejuízo.
O risco está concentrado naquele equipamento.
O seguro de transportes cobre máquinas?
Pode cobrir, desde que a mercadoria e a operação estejam contempladas na contratação.
Não se deve concluir que qualquer seguro de carga automaticamente aceita:
qualquer máquina;
qualquer valor;
qualquer peso;
qualquer dimensão;
ou qualquer operação de movimentação.
A seguradora pode precisar analisar informações como:
descrição do equipamento;
estado de conservação;
se é novo ou usado;
valor;
peso;
dimensões;
origem;
destino;
rota;
veículo;
forma de acondicionamento;
método de amarração;
e procedimentos de carga e descarga.
Em operações de maior complexidade, informações técnicas podem ser decisivas para a aceitação.
Quais riscos podem estar cobertos?
A SUSEP explica que o seguro de transportes possui coberturas básicas e coberturas adicionais.
Por isso, a pergunta:
“Seguro de máquina cobre tudo?”
não possui resposta positiva automática.
Dependendo da cobertura contratada, podem ser contemplados riscos relacionados a eventos como:
colisão;
capotamento;
tombamento;
incêndio;
explosão;
e outros eventos previstos.
Coberturas mais amplas ou adicionais podem tratar outros riscos conforme as condições do produto.
A regra é simples:
o nome “seguro de transporte” não substitui a leitura das coberturas.
Içamento está automaticamente coberto?
Não deve ser presumido.
Esse é um dos pontos mais importantes para quem transporta equipamentos pesados.
Imagine uma máquina industrial de R$ 1,5 milhão.
Ela está dentro da fábrica.
Um guindaste começa a movimentá-la para colocação sobre uma carreta.
Durante o içamento, ocorre um problema e a máquina cai.
O caminhão ainda nem iniciou a viagem.
Surge então a pergunta:
a cobertura contratada já estava em vigor para essa operação e contemplava aquele risco?
A resposta depende das condições do seguro.
Por isso, quando existe içamento, o corretor precisa conhecer previamente a operação.
Por que carga e descarga são etapas críticas?
Porque o equipamento precisa sair de uma condição relativamente estável e ser movimentado.
Durante essa etapa podem existir riscos relacionados a:
queda;
impacto;
inclinação;
movimentação inadequada;
ruptura de acessórios;
instabilidade;
falha operacional;
e contato com estruturas próximas.
A descarga repete parte dessas exposições.
Por isso, a análise não deve olhar apenas para os quilômetros rodados.
Um transporte de 30 quilômetros pode possuir uma carga e descarga extremamente complexas.
Outro de 1.000 quilômetros pode envolver uma mercadoria convencional carregada por empilhadeira.
A distância é apenas um dos elementos do risco.

Como funciona o uso de guindastes e munck?
Máquinas pesadas podem exigir equipamentos específicos de movimentação.
O próprio DNIT define o caminhão munck ou guindauto como equipamento com sistema hidráulico utilizado para movimentação, içamento e remoção de equipamentos e máquinas.
Mas o fato de utilizar um equipamento adequado não significa que qualquer evento estará automaticamente segurado.
A operação precisa ser compatível com:
peso;
dimensões;
capacidade do equipamento;
condições do local;
procedimentos;
e demais requisitos técnicos.
Do ponto de vista do seguro, é fundamental informar quando o transporte depende de uma operação relevante de içamento.
O que é AET?
A Autorização Especial de Trânsito — AET é o documento utilizado para permitir a circulação de veículos ou combinações de veículos em condições especiais previstas na regulamentação.
No âmbito das rodovias federais sob circunscrição do DNIT, cargas indivisíveis excedentes aos limites regulamentares de peso ou dimensões podem depender dessa autorização.
Em 2026, o DNIT também atualizou as regras para permitir a apresentação e validação da AET em formato digital.
Portanto, a logística precisa verificar antecipadamente se a operação exige autorização e quais condições de circulação se aplicam.
Quando uma carga pode precisar de AET?
A necessidade está relacionada às características do conjunto transportador e aos limites regulamentares.
O DNIT informa, por exemplo, como limites gerais de dimensão previstos na regulamentação:
altura: 4,40 m;
largura: 2,60 m;
além dos limites de comprimento e peso aplicáveis ao tipo de veículo ou combinação.
Quando o conjunto utilizado no transporte não se enquadra nos limites regulamentares, pode surgir a necessidade de AET conforme as normas aplicáveis.
Isso é especialmente comum em operações com:
transformadores;
máquinas industriais;
estruturas metálicas;
equipamentos agrícolas;
grandes componentes;
e cargas superdimensionadas.
Dimensões e peso influenciam o seguro?
Sim, porque modificam a operação.
Uma máquina com largura convencional pode seguir por determinada rota.
Outra pode exigir:
veículo especial;
AET;
restrição de horário;
análise de percurso;
escolta, quando aplicável;
ou outras medidas.
Quanto maior a complexidade logística, mais importante é fornecer informações completas na contratação.
Peso e dimensão também influenciam:
estabilidade;
amarração;
centro de gravidade;
capacidade do veículo;
manobras;
e acesso aos locais de carga e descarga.
Como a rota interfere no risco?
Para uma carga convencional, muitas empresas analisam a rota principalmente sob o ponto de vista de distância e roubo.
Em cargas indivisíveis, existe outro componente:
a geometria e a infraestrutura do percurso.
Pode ser necessário avaliar:
pontes;
viadutos;
curvas;
altura disponível;
largura;
restrições de tráfego;
obras;
limitações estruturais;
acessos;
e condições operacionais.
O DNIT mantém inclusive informações públicas sobre restrições temporárias e definitivas aplicáveis a veículos com peso ou dimensões excedentes.
Por isso, o planejamento de rota faz parte da segurança da operação.
O que significa valor concentrado?
Considere dois carregamentos.
Carga A
1.000 equipamentos de R$ 2.000.
Valor total:
R$ 2 milhões.
Carga B
Um único equipamento industrial.
Valor:
R$ 2 milhões.
O valor total é igual.
Mas o perfil de perda pode ser diferente.
Na primeira carga, uma ocorrência localizada pode atingir apenas parte das unidades.
Na segunda, um tombamento pode afetar a única peça transportada.
Essa concentração merece atenção na definição do limite de cobertura.
Existe perda parcial em máquinas?
Sim.
Por isso, a ideia de que uma máquina “não possui possibilidade de perda parcial” precisa ser entendida com cuidado.
Uma máquina pode sofrer avaria parcial.
O problema é que uma avaria aparentemente parcial pode gerar prejuízo proporcionalmente muito elevado.
Imagine uma máquina importada.
Um impacto danifica:
painel eletrônico;
estrutura;
sistema de precisão;
ou componente produzido exclusivamente no exterior.
A máquina continua existindo fisicamente, mas pode permanecer inutilizada até o reparo.
Portanto, existem perdas parciais, totais e situações em que a extensão econômica do dano precisa ser tecnicamente avaliada.
Como calcular corretamente o valor segurado?
Outro erro é utilizar apenas uma estimativa informal.
Dependendo da operação, podem ser relevantes elementos como:
valor da máquina;
nota fiscal;
valor de aquisição;
frete;
despesas relacionadas;
e critérios previstos na apólice.
Em equipamentos usados, a avaliação pode exigir atenção adicional.
Uma máquina adquirida há dez anos por determinado valor pode possuir hoje:
valor contábil;
valor de mercado;
valor de reposição;
e valor técnico
completamente diferentes.
A base utilizada no seguro precisa estar clara.
Máquinas novas e usadas podem ser seguradas?
A possibilidade depende da aceitação da seguradora e das condições do produto.
Equipamentos usados podem exigir informações adicionais sobre:
idade;
estado de conservação;
valor;
manutenção;
funcionamento;
e condição antes do embarque.
Isso é importante porque, depois de uma viagem, pode surgir discussão sobre se determinado dano:
já existia;
foi agravado;
ou efetivamente ocorreu durante o transporte.
Registros anteriores ao carregamento ajudam a reduzir esse problema.
Fotos e inspeções podem ser particularmente úteis em equipamentos usados.
Transporte de máquinas agrícolas
O agronegócio movimenta equipamentos de grande porte entre:
concessionárias;
fazendas;
revendas;
eventos;
oficinas;
e propriedades rurais.
Colheitadeiras e outras máquinas podem possuir dimensões que exigem atenção logística.
O transporte deve considerar:
veículo adequado;
amarração;
dimensões;
rota;
AET, quando aplicável;
valor;
e procedimentos de carga e descarga.
Também é importante não confundir:
seguro da própria máquina durante sua utilização
com
seguro relacionado ao transporte da máquina como carga.
São exposições diferentes.
Transporte de máquinas industriais
Uma indústria pode precisar transportar máquinas por vários motivos:
compra;
venda;
transferência de fábrica;
manutenção;
instalação;
importação;
exportação;
ou expansão da linha de produção.
Nesse tipo de operação, o risco pode começar antes do deslocamento rodoviário.
Pode existir:
desmontagem;
retirada da linha;
movimentação interna;
içamento;
carregamento;
transporte;
descarga;
e posicionamento.
Não se deve presumir que todas essas etapas estejam automaticamente incluídas na mesma cobertura.
O escopo contratado precisa ser conferido.
Transformadores e equipamentos pesados
Transformadores são bons exemplos de cargas com elevada concentração de valor e complexidade logística.
Dependendo do equipamento, o transporte pode envolver:
peso elevado;
grandes dimensões;
carretas especiais;
planejamento de rota;
AET;
operações de movimentação;
e acompanhamento técnico.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado a:
reatores;
caldeiras;
turbinas;
geradores;
e grandes equipamentos industriais.
Quanto mais singular for a carga, menos recomendável é utilizar uma contratação genérica sem apresentar os detalhes da operação.
Veículo transportador e amarração
Uma máquina precisa ser transportada em equipamento compatível com suas características.
Podem ser utilizadas, conforme o caso:
pranchas;
carretas rebaixadas;
semirreboques;
gôndolas;
plataformas;
e combinações especiais.
A amarração também é parte importante da segurança.
Devem ser considerados:
peso;
centro de gravidade;
pontos de fixação;
distribuição;
movimentação durante frenagens;
curvas;
aceleração;
e condições da via.
O seguro não deve ser tratado como substituto de uma operação tecnicamente adequada.
Seguro do embarcador x seguro da transportadora
Esse é outro ponto essencial.
O proprietário da máquina pode contratar seguro sobre seu interesse na mercadoria.
Já o transportador possui seguros relacionados à sua responsabilidade no transporte, conforme legislação e coberturas contratadas.
Não são exatamente a mesma proteção.
| Aspecto | Seguro do interesse sobre a carga | RC do transportador |
|---|---|---|
| Interesse principal | Bem transportado | Responsabilidade do transportador |
| Contratante típico | Embarcador/proprietário | Transportador |
| Limite | Conforme apólice | Conforme apólice |
| Içamento | Deve ser verificado | Deve ser verificado |
| Carga indivisível | Depende da aceitação | Depende das condições |
| Danos ao equipamento | Conforme cobertura | Conforme responsabilidade e cobertura |
| AET | Questão operacional relevante | Questão operacional relevante |
Ter conhecimento da apólice da transportadora não elimina a necessidade de o dono da máquina analisar sua própria exposição.
Gerenciamento de riscos em cargas indivisíveis
Quando se fala em gerenciamento de riscos, muita gente pensa apenas em roubo.
Para máquinas e cargas indivisíveis, o conceito pode ser mais amplo.
Pode envolver:
planejamento de rota;
seleção do veículo;
avaliação de peso;
dimensões;
amarração;
equipamentos de movimentação;
qualificação de fornecedores;
condições meteorológicas;
restrições rodoviárias;
monitoramento;
documentação;
e plano de contingência.
Em operações especiais, também pode haver exigências técnicas ou medidas determinadas pelas autoridades responsáveis pela circulação.
Não existe um único PGR universal para todas as máquinas.
As medidas precisam refletir a operação.
Documentação antes do transporte
Uma boa contratação começa antes do caminhão chegar.
Tenha disponíveis informações como:
Sobre a máquina
✓ descrição
✓ fabricante
✓ modelo
✓ número de série
✓ valor
✓ peso
✓ comprimento
✓ largura
✓ altura
✓ estado de conservação
Sobre a viagem
✓ origem
✓ destino
✓ rota
✓ distância
✓ veículo
✓ transportadora
✓ data prevista
Sobre a operação
✓ método de carregamento
✓ içamento, quando houver
✓ equipamento utilizado
✓ método de descarga
✓ amarração
✓ pontos de apoio
Autorizações
✓ AET, quando necessária
✓ demais autorizações aplicáveis
✓ condições especiais de circulação
Seguro
✓ cobertura
✓ limite
✓ franquia ou participação aplicável
✓ vigência
✓ riscos adicionais
✓ exclusões
✓ condições específicas
Essa organização também facilita a análise de aceitação pela seguradora.
O que fazer em caso de sinistro?
Primeiro, preserve a segurança das pessoas e siga os procedimentos de emergência necessários.
Depois, comunique o evento pelos canais previstos no seguro.
Dependendo da ocorrência, podem ser necessários:
fotos;
vídeos;
nota fiscal;
documentos do transporte;
AET;
documentos do veículo;
registro da ocorrência;
laudos;
orçamentos;
relatórios;
comprovação do valor;
e registros da operação.
Evite realizar alterações relevantes no equipamento danificado sem observar as orientações aplicáveis ao sinistro, salvo medidas urgentes necessárias para segurança ou mitigação de danos.
Em equipamentos de alto valor, a perícia pode ser particularmente importante.
Quanto custa o seguro transporte de máquinas?
Não existe uma tarifa única.
O preço pode depender de:
valor da máquina;
tipo de equipamento;
peso;
dimensões;
origem;
destino;
distância;
modal;
transportadora;
veículo;
histórico;
coberturas;
içamento;
carga e descarga;
limites;
franquias ou participações;
e complexidade da operação.
Compare:
Operação 1
Máquina de R$ 150 mil, dimensões convencionais, transporte curto e carregamento simples.
Operação 2
Transformador de R$ 5 milhões, carga indivisível, excesso de dimensões, AET, veículo especial e içamento.
Ambos são “transporte de máquinas”.
Mas representam riscos completamente diferentes.
Por isso, uma cotação precisa conter informações suficientes para a seguradora entender a operação.
Principais erros ao contratar
1. Informar apenas “máquina”
Descreva exatamente o equipamento.
2. Não informar peso e dimensões
Essas informações podem alterar completamente a operação.
3. Esconder o içamento
Carga e descarga podem ser etapas críticas.
4. Presumir que tudo está incluído
Confira as coberturas contratadas.
5. Usar valor aproximado sem critério
O valor segurado precisa refletir a base definida no contrato.
6. Não verificar a AET
Quando necessária, a autorização faz parte do planejamento legal da operação.
7. Ignorar a rota
Cargas especiais podem encontrar restrições físicas e operacionais.
8. Não registrar o estado anterior
Especialmente perigoso em máquinas usadas.
9. Confiar apenas no seguro da transportadora
O interesse do proprietário da carga merece análise própria.
10. Contratar no último minuto
Operações complexas podem exigir análise técnica de aceitação.
Checklist para seguro de máquinas e cargas indivisíveis
Antes do embarque, confira:
Equipamento
✓ Descrição completa
✓ Marca e modelo
✓ Número de série
✓ Novo ou usado
✓ Valor
✓ Peso
✓ Dimensões
✓ Fotos
Transporte
✓ Origem
✓ Destino
✓ Rota
✓ Transportadora
✓ Veículo adequado
✓ Capacidade do conjunto
✓ Forma de amarração
Operação especial
✓ Necessidade de içamento
✓ Equipamento de movimentação
✓ Procedimento de carga
✓ Procedimento de descarga
✓ Centro de gravidade
✓ Pontos de apoio
Circulação
✓ Peso total
✓ Largura
✓ Altura
✓ Comprimento
✓ AET quando necessária
✓ Restrições de percurso
✓ Condições especiais aplicáveis
Seguro
✓ Mercadoria corretamente declarada
✓ Valor segurado
✓ Limite por embarque
✓ Cobertura básica
✓ Coberturas adicionais necessárias
✓ Carga e descarga
✓ Içamento, quando aplicável
✓ Franquia/POS ou outra participação contratual
✓ Exclusões
✓ Vigência
Perguntas frequentes
O que é seguro transporte de máquinas?
É a proteção destinada ao interesse segurável sobre máquinas e equipamentos durante o transporte, conforme os riscos e condições previstos na apólice.
Toda máquina pode ser segurada?
A aceitação depende da seguradora, do equipamento, valor, estado, rota e características da operação.
Seguro cobre máquina usada?
Pode haver cobertura, dependendo da aceitação e condições contratadas. É importante documentar o estado do equipamento antes do transporte.
O seguro cobre içamento?
Não presuma cobertura automática. Informe previamente a operação e verifique expressamente as condições da apólice.
Carga e descarga estão cobertas?
Dependem do início e término dos riscos e das coberturas contratadas. Confirme antes do embarque.
O que é carga indivisível?
É uma carga unitária que, pelas características de peso, dimensões ou necessidade de veículo apropriado, enquadra-se nas regras específicas aplicáveis a esse tipo de transporte.
Toda carga indivisível precisa de AET?
A necessidade depende das características do veículo, conjunto transportador, peso e dimensões em relação aos limites regulamentares e da via utilizada.
Quem emite AET em rodovia federal?
No âmbito das rodovias federais sob sua circunscrição, a AET é expedida pelo DNIT conforme a regulamentação aplicável.
A AET pode ser digital?
Sim. Desde a alteração promovida pelo DNIT em 2026, a AET pode ser validamente apresentada em formato digital ou impresso nas condições estabelecidas.
Seguro cobre tombamento?
Pode estar contemplado conforme a cobertura contratada.
Seguro cobre colisão?
Pode estar contemplada conforme a cobertura aplicável.
O seguro da transportadora protege totalmente o dono da máquina?
Não se deve presumir isso. O seguro de responsabilidade do transportador e o seguro sobre o interesse na mercadoria possuem finalidades diferentes.
Como segurar uma máquina de alto valor?
A seguradora pode solicitar informações detalhadas sobre equipamento, valor, transporte, rota e procedimentos operacionais antes da aceitação.
Existe limite de valor?
As apólices possuem limites e condições que precisam ser compatíveis com o valor efetivamente transportado.
Máquina agrícola pode ter seguro durante transporte?
Sim, dependendo da contratação e aceitação.
O seguro começa dentro da fábrica?
Depende do início de risco definido no contrato. Não presuma que movimentações anteriores ao transporte rodoviário estejam automaticamente incluídas.
É possível contratar seguro apenas para uma viagem?
Existem estruturas de contratação que podem atender operações específicas, dependendo da seguradora e do risco.
Quanto custa?
Depende principalmente do equipamento, valor, rota, peso, dimensões, movimentação e coberturas solicitadas.

Conclusão: uma máquina de alto valor exige um seguro compatível com a operação
O transporte de máquinas e equipamentos mostra por que seguro de carga não deve ser tratado como produto genérico.
Considere novamente os três grandes riscos deste artigo.
Primeiro: movimentação
A máquina pode precisar ser:
levantada;
movimentada;
carregada;
posicionada;
e descarregada.
Quando existe içamento, parte importante da exposição pode ocorrer antes ou depois da viagem rodoviária.
Segundo: peso e dimensões
Equipamentos de grande porte podem exigir:
veículos especiais;
planejamento de rota;
AET;
restrições de circulação;
e outras medidas operacionais.
Terceiro: concentração de valor
Uma única máquina pode representar milhões de reais.
Mesmo uma avaria parcial pode produzir um prejuízo elevado quando envolve componentes importados, estruturas especiais ou sistemas de precisão.
Por isso, antes de contratar, a empresa deve fornecer uma descrição completa da operação.
Não basta informar:
“máquina industrial – R$ 2 milhões”.
É melhor informar:
qual máquina;
qual peso;
quais dimensões;
se é nova ou usada;
onde está;
para onde vai;
como será carregada;
como será descarregada;
qual veículo será utilizado;
se haverá içamento;
se existe excesso de peso ou dimensão;
e qual é o valor efetivamente exposto.
Quanto melhor a seguradora compreender a operação, mais adequada tende a ser a análise do risco.
E existe outro ponto fundamental:
seguro não corrige uma operação logística inadequada.
Veículo correto, amarração, autorizações, planejamento de rota e procedimentos de movimentação continuam essenciais.
O seguro entra como instrumento de transferência financeira dos riscos efetivamente contratados.
Essa combinação é especialmente importante quando uma única ocorrência pode comprometer um ativo de alto valor.
Faça uma cotação para transporte de máquinas e equipamentos
Vai transportar:
máquina industrial;
máquina agrícola;
transformador;
gerador;
equipamento de construção;
equipamento de mineração;
estrutura metálica;
ou outra carga indivisível?
A Economize ON Corretora de Seguros pode avaliar as características da operação para buscar uma solução de seguro compatível com o transporte.
Antes da cotação, tenha em mãos:
✓ descrição da máquina
✓ valor
✓ peso
✓ dimensões
✓ origem e destino
✓ transportadora
✓ veículo utilizado
✓ forma de carga e descarga
✓ necessidade de içamento
✓ AET, quando aplicável
✓ data prevista do transporte
SOLICITE UMA COTAÇÃO
Para máquinas de alto valor, compare muito mais do que o prêmio:
coberturas + limite + içamento + carga/descarga + rota + condições + exclusões.

